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17 Janeiro, 2018

2018: o ano de cultivar a consciência

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2018: o ano de cultivar a consciência

Estamos a todo o momento a tempo de começar de novo e um novo ano pode ser mais um incentivo. Eu, tendencialmente, não gosto de resoluções de ano novo, mas este ano senti que fazia sentido, nestes primeiros dias do ano, reflectir sobre as minhas intenções para 2018. O destino já estava definido – trabalhar para uma vida mais ética, consciente e compassiva -, mas os meus grandes desafios foram ficando cada vez mais e mais claros.

Se houvesse um tema anual para cada pessoa, o meu deste ano seria sem dúvida “o ano de cultivar a consciência”. Tem-se tornado cada vez mais evidente a importância de trabalhar para estar lúcida em cada acção. Claro que 1 ano não bastará – nem um bilião -, é um trabalho contínuo, que já foi iniciado, mas que precisa de muita continuidade e de força e perseverança. 

Agora que a maioria já se esqueceu daquilo que decidiu no calor do Natal e da Passagem-de-Ano, espero que este meu post tardio relembre que estamos a todo o momento a tempo de nos (re)conduzirmos para o caminho do bem (na verdade é só esse o caminho que importa, já que tudo o resto se desvanecerá mais tarde ou mais cedo). Por isso, fora de tempo, mas sempre a tempo, aqui ficam as minhas intenções e desafios para 2018, o meu ano de cultivar a consciência – esperando inspirar quem estiver a precisar de inspiração e, especialmente, esperando que me ajude a mim a, mais do que reflectir, pôr em prática para me desviar cada vez menos do caminho do bem (que é o único caminho que eu quero para mim):

~ Gratidão: Trabalhar a gratidão e aprender a ver o lado positivo das coisas é algo que me é bastante difícil, numa área específica. Não que eu seja negativa, porque não sou, de todo, até vejo sempre a chávena cheia e consigo adaptar-me facilmente, excepto (e aqui é que são elas)… no trabalho. Sou péssima no trabalho, sou exactamente como a Yoga Girl partilhou num dos seus PodCasts, que ouvi recentemente e que fez todo o sentido. Enquanto estava a ouvir, percebi, ainda mais, como a frequência mental da atenção, do foco, do dinamismo, da pró-actividade,… é boa para materializar projectos e faz parte do DNA da maioria dos empreendedores, mas tem um lado negativo muito forte. Eu, como ela, sou aquela pessoa que vê uma falha e que não vê o que está bem. O exemplo que a Rachel deu, não podia ser melhor: entrar na cafetaria da Island Yoga – o seu centro de Yoga -, ver um espaço vazio na parede, onde era suposto estar pendurado um quadro e, em vez de pensar “vendemos um quadro, que maravilha, estou tão grata por isso!”, não, o pensamento é invariavelmente “como é que não colocaram um quadro para substituir o que foi vendido e deixaram o espaço vazio?! Será que ninguém vê estas coisas…?!”. Eu penso sempre assim… E não gosto nada disso. E, tal como ela, estou sempre a tomar notas das coisas que estão mal para não me esquecer de dizer às pessoas para corrigirem. Nunca tomo nota do que está bem, para me recordar depois. E são tantas coisas que estão bem! Porque não cultivar a gratidão por tudo o que tenho, em vez de cultivar este espírito inquieto e crítico que me caracteriza?

~ Gentileza: Perco muitas vezes a consciência e esqueço-me invariavelmente de ser gentil. A gentiliza, por todos os Seres, em todas as situações, independentemente do resultado, é algo que considero extremamente importante. Ser gentil a todo o momento, é uma característica das almas grandes e é uma característica de personalidade que eu, definitivamente, não tenho, mas que quero muito cultivar. Na maioria das vezes sou bruta, estouvada, chego até a ser arrogante e bastante parva – com a máscara de que sou directa. E isso acontece simplesmente porque ajo de forma inconsciente na maior parte das situações.

~ Compaixão por todos os seres sencientes: Não como carne, nem peixe, nem vários derivados de produtos animais, mas por vezes como alguns derivados de produtos (como os ovos ou o queijo – ahhhh porque é que eu algum dia resolvi experimentar queijo?!). Não uso produtos de higiene e beleza testados em animais, nem com ingredientes de origem animal, mas já comprei calçado com partes em pele, que ainda uso (acho que é só 1 par, mas podia ser 0). 2018 é, sem dúvida, o ano em que quero materializar ainda mais a minha compaixão por todos os seres sencientes e deixar por completo tudo o que sejam produtos animais, quer estejam escondidos numa sobremesa, quer sejam ingeridos por simples prazer sensorial.

~ Minimalismo: Entrei há pouco tempo neste universo (tal como partilhei aqui) e tenho feito um enorme esforço para ser mais consciente no que se refere a objectos. Entrei para alguns grupos de Facebook onde tenho doado várias coisas de que já não preciso (tinha 2 ferros de passar e 2 tábuas, para quê?!), tenho vendido outras coisas que ou já não quero ou ofereceram-me no meu trabalho antigo e eu nunca usei (como acessórios, calçado novo, uma coleção de selos de quando era adolescente, etc etc etc) e tenho oferecido várias outras coisas a amigas. Para além disso, e o mais importante, não tenho comprado nada. Nada de roupa, nada de coisinhas para a casa, nada de inutilidades,… nada. Apenas comida e produtos necessários que vão terminando. A tentação é muita – ao estarmos mais atentos percebemos que o apelo à compra está por todo o lado -, mas tenho repetido o mantra da gratidão que eu própria inventei e tem-me trazido consciência, sempre que dela preciso.

~Compras conscienciosas: No que diz respeito a alimentação e a produtos de higiene e beleza, as minhas escolhas são conscienciosas. Compro sempre orgânico, tento comprar produtos locais e de comercio justo. A nível da casa, as pastilhas da máquina da louça, o detergente da roupa e o da louça que uso são biológicos, de marcas alternativas, o mais naturais possível. No entanto, a nível de tudo o resto (e tudo o resto é MUITA coisa – produtos de limpeza, roupa, calçado, acessórios, móveis, tolhas, louça, decoração,… eu sei lá), não escolho o que devia escolher. Dou por mim muitas vezes na Zara e na IKEA, a comprar produtos que não são bons para as pessoas que os fazem, nem são amigos do ambiente. Estender as compras orgânicas, do comercio justo e ecológicas a todas as minhas necessidades é uma das minhas intenções para este ano.

~ Serviço abenegado: Ajudar os outros ajuda-me sempre muito mais a mim. E sempre que o fiz senti-me tão bem que só me apetecia continuar para sempre, mas por este ou por aquele motivo os voluntariados em que me meti nunca duraram muito. Este ano quero encontrar um projecto onde eu possa colaborar, de média a longa duração.

~Pensamento, palavra e ação recta e em sintonia: É inevitável, no caminho do bem, que haja cada vez mais uma tomada de consciência a cada pensamento, palavra e ação. Se assim for, não há porque não estarem em sintonia. O grande problema é que a nossa mente produz tanto lixo que as nossas palavras e ações ficam condicionadas – e deixam de ser rectas – e passam a ser, muitas vezes, uma porcaria. 🙂 O comprometimento – que também é rectidão – é uma área que a mim é-me muito difícil… Digo muitas vezes que vou fazer uma coisa, não faço, faço outra, e não acho especialmente que isso seja relevante… Se o pensamento, palavra e ação estiverem em sintonia, o comprometimento acontece naturalmente.

~ Cuidar do veículo do espírito: Para além de tomar conta da mente, se não tomar conta do corpo – o veículo do espírito -, nada do que escrevi antes é possível de se materializar. Está tudo interligado e não há separação, por isso este ano é o ano de dar também atenção ao meu corpo e de cuidar da minha saúde, através da alimentação, vida activa e estilo de vida saudável.

São várias as áreas que pretendo melhorar, tendo em vista uma vida mais consciente. E se durante este ano me esquecer e me desviar do caminho, que seja por breves momentos e que volte rápidamente ao caminho do bem, que é onde eu quero estar, ainda que me perca tantas vezes.

eu não preciso de mais nada
apenas de cultivar a gratidão por tudo aquilo que tenho
e de abandonar aquilo de que já não preciso.

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Diana Chiu Baptista

Acredito na Macrobiótica - que sigo desde que nasci - e estou a tentar viver de forma cada vez mais ética, sustentável, consciente e compassiva. Vivo em Portugal, mas identifico-me com a luz do Oriente, para onde viajo com frequência. Umas vezes em família, outras vezes em grupo, com leitores do blog que querem uma experiência diferente, recheada de cultura, espiritualidade e partilha.

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Comentários(2)

  1. Boa sorte com esses teus desejos!! Btw adorei a foto…

    Novo post: http://abpmartinsdreamwithme.blogspot.pt/2018/01/ootd-61-somewhere-around-snow-town.html

    Beijinhos ♥

    Responder
    Ana Beatriz Pereira Martins - 19 Janeiro, 2018
    1. Obrigada! 🙂

      Responder
      Diana Chiu Baptista - 22 Janeiro, 2018

Responder a Diana Chiu Baptista Cancelar resposta

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Sobre Mim

Diana Chiu Baptista

Diana Chiu Baptista

Acredito na Macrobiótica – que sigo desde que nasci - e estou a caminhar para uma vida cada vez mais consciente. Vivo em Portugal, mas identifico-me com a luz do Oriente, para onde viajo com frequência. Umas vezes em família, outras vezes em grupo, com leitores do blog que procuram experiências potencialmente transformadoras. Estas viagens de grupo, mais realistas do que turísticas, são organizadas pela agência Macro Viagens e são lideradas por mim e pelo meu marido.

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  • No ano passado estive inscrita no Seminário da Escola Musso, mas há última não fui (muito cara a viagem para o Brasil, blá blá blá). Foi, nessa altura, anunciado que seria a última vez em que o Professor iria estar presente. Mesmo assim, não fui.
.
Nunca mais falámos nisso, mas há uns dias, o @igorchiu perguntou-me se não queria conhecer o último dos discípulos directos de Oshawa. [Como não...!]
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Hoje, soube que o Prof. Tomio Kikuchi já não está por cá, fisicamente... Foram 93 (sim, NOVENTA E TRÊS ANOS) dedicados a educar e a mudar a sociedade brasileira através da saúde e da alimentação. Foi ele que introduziu a Macrobiótica no Brasil. A cura começa pela boca...
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Nunca se calou e cumpriu a sua missão. Morreu tranquilo, segundo dizem. Agora é a nossa vez de dar continuidade. Temos essa responsabilidade. Estamos a ficar sem a presença física destes sábios (dele e de alguns outros que têm partido), não (nos) podemos deixar esquecer os ensinamentos. ❤️
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[Vivalavanca!] #EscolaMusso #TomioKikuchi
  • De volta a Portugal, com o coração cheio. 🌸
O que poderia ter sido uma viagem meramente turística, foi uma viagem profundamente significativa, tal como tínhamos idealizado.🌈
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[No perfil da @macro.viagens estão dois destaques “Sri Lanka” que não contam tudo, porque isso só vivenciando, mas que mostram parte do que foram estas duas semanas especiais, com um grupo magnífico.]
  • “Antigamente, as pessoas faziam austeridades severas, como ficar de pé apoiado numa perna por horas ou até dias a fio, sentar à chuva ou ao sol por vários dias, sentar-se numa cama de pregos ou jejuar por um longo período. Esses actos de austeridade eram feitos para obter poderes ocultos, ultrapassar as limitações físicas, controlar a mente ou obter a visão de Deus. Actualmente, esses “tapas” são impensáveis porque minguem tem disposição para fazer esse tipo de penitência. Até mesmo alguns tipos simples de práticas espirituais, como meditar regularmente de manhã ou à noite, ou recitar os Mil Nomes da Divina Mãe todos os dias são um tipo de “tapas”, tendo em vista o ritmo da vida moderna e a nossa dependência por tantos objectos e aparelhos.
A palavra “tapas” literalmente significa “criar calor”. As práticas espirituais que criam calor devido à fricção ou oposição de forças dentro da mente, podem ser chamadas de “tapas”. Empenhar-se por algo bom também é “tapas”. Cultivar bons hábitos como controlar a raiva, ser paciente, não julgar os outros e não encontrar erros nos outros, exige muita luta interna. Isso ocorre porque não estamos acostumados a praticar essas qualidades positivas e, ao mesmo tempo, permitimos que as qualidades negativas surjam e se desenvolvam à vontade. Quando resolvemos desfazê-las, naturalmente há muita luta.” - Swami Ramakrishnananda Puri
  • Esta é a Diviyan. Vive e trabalha no Slum, como são chamadas aqui as favelas. O pai faleceu quando tinha 10 anos (na Índia isso poderia ser um grande entrave). Vive só com a mãe e o irmão. Estudam ambos na Universidade. A casa deles tem cerca de 2 x 3 metros quadrados. É do tamanho do meu quarto, que é considerado pequeno para os nossos padrões. Tem casa de banho (é das poucas casas no slum com casa-de-banho privada). Ela explica-me que tem tudo: frigorífico, televisão, etc. A mãe proporcionou-lhes isso tudo, tem dois trabalhos, recebe-nos sorridente, a casa super limpa e com uma energia mesmo boa. Entro, dou quatro passos e chego ao fim. No fundo, é só uma cozinha, por cima uma espécie de mezzanine onde dormem os três - no chão, claro - e uma porta que dá para um compartimento mínimo, o “toilet”. Quando o irmão casar, serão quatro. Depois talvez cinco, se eles tiverem filhos. A Diviyan tem 18, não quer um “love marriage”, acredita que a família vai escolher bem - por ela. A mãe já lhe disse que se ela gostar de algum um rapaz, que lhe pode dizer e, assim, ela pode conhecê-lo, e à família dele, para analisar se é um bom candidato. Parecem as duas muito felizes. O irmão, não conhecemos. Não estão nada importadas por viverem no Slum, que nós consideramos negativo. Da primeira vez que cá vim, vim a medo. Agora - depois da 8ª vez aqui - acho que viveria bem no Slum. Com casa-de-banho em casa, é certo. Não é miserável, como pensamos. Só tem menos espaço do que aquilo que consideramos necessário para o nosso dia-a-dia. A vantagem é que nossa mente é tão maleável que - é incrível - se habitua rapidamente a qualquer coisa! Só temos de trabalhar a flexibilidade e a aceitação e, aí, poderemos ser VERDADEIRAMENTE felizes em qualquer circunstância. Esse é, também, um dos grandes ensinamentos da Índia. 🙏🏽
  • Sempre que volto, lembro-me de como vim cá parar por acaso há quase 8 anos, sem nunca ter ouvido falar na Amma. E em como voltei vezes e vezes que já perdi a conta. É porque há uma ligação, certo?
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Este Ashram nem sempre é fácil, mas é-me cada vez menos difícil. ❤️
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[Não tenho feito muitas Stories por aqui, mas no perfil da @macro.viagens podem acompanhar esta viagem]

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