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20 Setembro, 2016

A dieta nº 7 de George Ohsawa

Macrobiótica
A dieta nº 7 de George Ohsawa

Um dos posts mais lidos de sempre no meu blog antigo foi sobre a Dieta nº 7 de George Ohsawa. Esta famosa dieta consiste em 10 dias seguidos de Arroz Integral. É um jejum purificador, quer ao nível do corpo, quer ao nível da mente. Não é uma dieta para emagrecer, é uma dieta para purificar.

Quando estava doente, em pequena, fazia sempre esta dieta e curava-me naturalmente. Na altura, confesso, era bem mais fácil do que agora. Já fiz algumas vezes, em adulta, sem estar doente, para purificar, e também quando estive doente, para permitir o corpo auto-curar-se. Custa bastante em adulta, especialmente por causa do tipo de trabalho que tenho (muitas vezes estou fora de casa alguns dias, tenho almoços de trabalho, o que dificulta). E porque tudo o que envolve estar socialmente com família ou amigos, envolve comer e/ou beber.

Uma recomendação que dou a quem queira fazer, é escolher bem a altura do ano (é bem mais fácil na Primavera ou Verão do que no Inverno, tive muitas vezes de comer o arroz frio por não ter opção para aquecer que não o micro-ondas – que não uso) e o momento da sua vida em que o faz (dias em que à partida saiba que vai ter mais disponibilidade para a logística que envolve fazer e comer só arroz integral).

Para quem já faz uma alimentação macrobiótica no dia-a-dia, pode fazer os 10 dias só com Arroz Integral, ou seja a Dieta nº 7. Já quem faz uma alimentação tradicional, o melhor é fazer a Dieta nº 4 e incluir outros alimentos, como uma tigela de sopa miso por dia, chá kukicha e uma ou duas chávenas de caldo de vegetais doces. Também deve incluir vegetais escaldados, nas principais refeições. A proporção diária deve ser: 70% arroz integral, 20% vegetais e 10% sopa miso.

A Dieta nº 7 dura 10 dias e é à base exclusivamente de arroz integral. Pode comer-se a quantidade que se desejar, a todas as refeições, várias vezes por dia, umas vezes em creme de arroz outras em arroz, mas é só arroz (e galettes não entra aqui). É importante mastigar muito bem, comer sempre sentado e tranquilamente, de preferência de pauzinhos. E ir observando o que sente, fisicamente e emocionalmente, ao longo dos 10 dias.

Fazer arroz para vários dias é o mais prático. Depois é só ir aquecendo. Eu costumo aquecer a vapor, com um steamer dentro de um tacho em inox com pouca água. Em poucos minutos o arroz está quente, sem ficar seco. O arroz integral dura cerca de 3/4 dias no frigorífico.

O arroz integral é o alimento mais completo e benéfico que existe! É excelente para o desenvolvimento espiritual e mental e para limpar e purificar todo o organismo. No entanto, quem está numa vida ativa e não num mosteiro, a contemplar, não deve fazer de forma contínua a Dieta nº 7, mas usá-la para purificação, de vez em quando, e, no dia-a-dia, alimentar-se segundo os princípios da alimentação macrobiótica padrão. Já agora, a macrobiótica é o regime alimentar fundamental adotado nos mosteiros budistas Zen e, no Japão, é chamado Syozin Ryori, isto é, “cozinha que melhora o discernimento supremo”.

A Dieta nº 7  dura 10 dias porque é este o tempo que demora o nosso plasma sanguíneo a renovar-se. Neste link encontram mais informações sobre a Dieta Nº 7 e sobre Macrobiótica. É o livro “Macrobiótica ZEN” de George Ohsawa, que li há já algum tempo e que recomendo.

Ah! E arroz é mesmo muito fácil de fazer e é delicioso! Com esta receita, não falha.

Receita Arroz Integral

  • Arroz integral de grão redondo
  • Água (da nascente ou mineral)
  • Sal marinho

Coloque o arroz integral de molho, de um dia para o outro.

Rejeite a água, lave bem o arroz e coloque num tacho em inox com 2,5 a 3 medidas de água por cada medida de arroz. Adicione uma pequena quantidade de sal marinho grosso. Tape e coloque em lume alto. Quando ferver, sem destapar, baixe para lume brando e deixe cozinhar 50 minutos.

Se usar uma panela de pressão, convém usar um pouco mais de água e cozinhar com fogo brando, depois de ferver, durante cerca de 30 minutos.

Em seguida, apague o fogo e deixe em repouso, durante uns 10 minutos minutos, antes de remover a tampa. O arroz deve ter furinhos e estar com um aspeto solto.

 

Arroz IntegralDieta nº 7George OhsawaMacrobiótica

Diana Chiu Baptista

Acredito na Macrobiótica - que sigo desde que nasci - e estou a tentar viver de forma cada vez mais ética, sustentável, consciente e compassiva. Vivo em Portugal, mas identifico-me com a luz do Oriente, para onde viajo com frequência. Umas vezes em família, outras vezes em grupo, com leitores do blog que querem uma experiência diferente, recheada de cultura, espiritualidade e partilha.

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Comentários(2)

  1. Olá, estou considerando fazer a dieta N4 (antes de fazer a n7), mas queria mais referências e explicações. Não encontro. Sabe onde posso obter mais informações? Obrigada!

    Responder
    Constance - 15 Agosto, 2018
    1. Olá Constance,
      Neste link encontra o pdf do livro Macrobiótica Zen onde pode encontrar mais informações: http://www.ebah.pt/content/ABAAAe2fwAG/macrobiotica-zen-a-arte-longevidade-rejuvenescimento-george-ohsawa
      No entanto é sempre recomendável consultar um especialista em macrobiótica para receber orientação.
      Um beijinho

      Responder
      Diana Chiu Baptista - 20 Agosto, 2018

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Acredito na Macrobiótica – que sigo desde que nasci - e estou a caminhar para uma vida cada vez mais consciente. Vivo em Portugal, mas identifico-me com a luz do Oriente, para onde viajo com frequência. Umas vezes em família, outras vezes em grupo, com leitores do blog que procuram experiências potencialmente transformadoras. Estas viagens de grupo, mais realistas do que turísticas, são organizadas pela agência Macro Viagens e são lideradas por mim e pelo meu marido.

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  • Temos mais um mês antes da chegada do próximo grupo que vai viajar com a @macro.viagens para a Índia. Um mês que seria, supostamente, para fazermos um retiro de silêncio no Centro Tushita e para, depois disso, finalizarmos o novo programa de viagem “Yoga e Ayurveda”.
Ficámos com muito trabalho pendente, o que não nos permite retirarmo-nos, pelo menos por agora; em Rishikesh há um surto de Dengue; no Sul ainda chove.
Então, para onde vamos? 
Decidimos ontem. Estamos agora no aeroporto.
O plano? De volta ao Sri Lanka!
🐘🌴🐒
•
[A impermanência pode ser maravilhosa. Pode mesmo ser o tempero da vida. Só depende de nós aceitarmos - ou não - que não controlamos nada. Nada, nada, nada. Nós não controlamos nada. Mas quanto mais julgarmos que o fazemos, mais vamos sofrer. Esse é um dos grandes ensinamentos da Índia: ninguém sabe como vai ser o momento seguinte, ninguém controla nada, mas está sempre tudo bem.]
  • Dukkha [o sofrimento] surge também quando a nossa mente toma algo - visível ou invisível - como permanente. Aqui - antes da montanha se manifestar como viva e vácua, rolando sob si mesma -, como agora, há uma sensação de continuidade estável. Ilusão. Tudo muda constantemente a cada instante, quer tenhamos, ou não, capacidade de entendimento para tal. É a natureza da realidade e nós somos parte integrante dela, não há separação. Não queremos morrer - nem sofrer! Mas vamos morrer - e sofrer! Daqui a uns anos, amanhã ou já neste instante. Prepararmo-nos para a morte, assim sendo, não deveria ser ‘A’ prioridade?! Nos momentos difíceis é fácil existir arrependimento por uma vida fútil ou insuficientemente profunda, nos fáceis adia-se a preparação. Até quando...?
  • Mais de 8 horas neste abrigo com uma fogueira alimentada a tábuas arrancadas de uma ponte que nos conduziu a uma remota aldeia nos Himalayas onde passámos 3 noites em casa de generosas famílias que nos receberam de braços abertos. Sem banho, nem roupa lavada, nem nada, imersos na vastidão da montanha, numa aldeia que poderia fazer parte de uma fábula. Vai ser difícil esquecer o som pavoroso das pedras e da terra a rolarem montanha a baixo e das buzinas dos carros que alertaram os outros aquando de alguns dos desmoronamentos. Espero que também não seja fácil esquecer todos os ensinamentos que daqui advieram. A viagem queria-se uma Peregrinação Budista, os ensinamentos teóricos e práticos não poderiam ter sido mais condizentes. Uma vida fácil amolece, estas situações são - ou podem ser - grandes mestres. 🏔 #Obrigada
•
P.S. Não há coincidências, o meu pior pesadelo dos sonhos maus de há anos, aconteceu. #Karma
  • Estou a fazer uma rota budista, organizada por mim e pelo @igorchiu, com o Paulo Borges. Estamos no local onde Buddha atingiu a iluminação, amanhã vamos para Varanasi e a seguir para os Himalayas. Belisquem-me pf.
•
Que eu saiba aproveitar esta oportunidade para meu benefício e de todos os outros Seres, sem qualquer excepção. ✨
  • É preciso um certo período de adaptação à Índia, mesmo vindo cá  vezes e vezes sem conta. Como depois, no regresso a casa, é novamente preciso algum tempo de readaptação à falta de todo este caos de gente, de veículos, de animais, de cores, de cheiros e (até) de lixo. Na Índia é tudo MUITO. Só o espaço livre é que é pouco. E andar no meio de tudo isto com a mesma calma desta gente, requer alguma persistência e bastante flexibilidade. Ajuda a cor das roupas, das casas, das lojas, da comida. Ajuda a simpatia e os amigos que se fazem facilmente pelo caminho. Ajuda a espiritualidade tão presente na dia-a-dia. Já os murros no estômago, que levamos a cada virar de esquina, não ajudam nada. Mas até a isso a mente, tão mais moldável do que aquilo que imaginamos, se consegue habituar... Vir à Índia é ver a vida exactamente como ela é. A vida é assim - a nossa também. Hoje limpa, leve, confortável, amanhã suja, pesada, desconfortável. Hoje novos, amanhã velhos, não há feio, nem bonito. Somos todos iguais. A diferença é que na Índia está tudo à vista, à flor da pele deste país mágico.

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