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29 Março, 2017

Dicas para mulheres que vão viajar pela Índia

Viagens
Dicas para mulheres que vão viajar pela Índia

Viajar pela Índia pode não ser fácil para nós, mulheres, mas não tem necessariamente de ser difícil. Isto, se respeitarmos as regras do jogo – quer se concorde ou não com elas. E as regras são bem claras! Respeitar os costumes e agir como os locais, é meio caminho andado para que tudo corra bem – quer na Índia, quer em qualquer outro lugar do mundo.

No entanto, há também que fazer adaptações à região para onde vamos: Ir para Goa ou Mumbai, por exemplo, é completamente diferente de ir para Dehli ou Himachal Pradesh. O estado de Goa está habituado a turistas, há imensa gente na praia de biquíni. Mumbai é muito mais desenvolvida, as Indianas mais jovens vestem-se com roupas ocidentais (ainda que nunca despidas como cá).

Independentemente das regiões, existem regras básicas que vão ajudar qualquer mulher a sentir-se mais confortável a viajar na Índia e que vão diminuir a probabilidade de alguma coisa correr mal.

O principal é, claro, as roupas. Para além do óbvio – decotes, alças, calções, saias/calções curtos – há ainda outros cuidados: cobrir sempre os ombros e não usar peças justas ou que marquem muito o corpo (por exemplo calças ou leggings sem algo comprido por cima, a tapar). O ideal é comprar algumas roupas locais e usar, como por exemplo uns vestidos típicos estilo bata que se usam por cima de calças largas e com um lenço. Cobrir a cabeça com o lenço, que é sinal de mulher de respeito, pode ser útil em algumas ocasiões.

O cabelo também é outra coisa importante. As mulheres Indianas usam o cabelo apanhado, na rua. Por isso é uma boa ideia prender o cabelo (ou completamente, ou partes). Não li nada em lado nenhum sobre isto, mas tive a sensação que o cabelo solto, especialmente se for encaracolado, chama a atenção.

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Os homens, em muitas regiões (na cidade de Delhi por exemplo), olham fixamente as mulheres estrangeiras, nos olhos, sendo por vezes bastante desagradáveis. Nas zonas mais rurais não se sente isso, por incrível que pareça. Qualquer sorriso ou contacto, nesses casos, é entendido como uma forma de disponibilidade da nossa parte (e eles já consideram as estrangeiras alvos fáceis). O segredo é ignorar e não fazer contacto ocular, mas de forma firme.

Os Indianos respeitam muito a família, por isso dizer que se é casada (e especialmente com um Indiano), pode ajudar a não deixar evoluir algum tipo de conversa. Digo sempre que sou casada – mesmo quando não era – e tem resultado.

Não ser demasiado simpática – nem antipática, claro -, mas polida e firme, é importante. Reparem como as mulheres indianas falam com os homens, isso ajuda a adequarmos a nossa postura. A qualquer momento podemos dizer “não estou a gostar desta conversa” e ir embora. É entendido como um sinal de honra e não como má educação.

Marcar viagens de comboio, autocarros ou voos que cheguem à noite ou de madrugada, é de evitar. Assim como sair depois do anoitecer sozinhas. Se repararem as mulheres Indianas vão para casa cedo e os homens é que ficam na rua.

Ficar em hosteis com boas pontuações e reviews e em locais centrais, também é importante. E trancar, claro, sempre a porta do quarto por dentro. Avisar amigos / familiares sempre onde vamos ficar e se possível dizer mesmo na recepção “Pode-me dar um cartão com a morada? Obrigada, é para dar ao meu marido, para saber onde estou”.

O mesmo no que diz respeito a viagens: viajar sempre em transportes de confiança e de dia, mais vale pagar mais do que ir em esquemas. E dar a entender aos motoristas (de táxis, tuk tuks) que alguém sabe onde estamos (fingir por exemplo que estamos a falar ao telefone e a dizer que viagem estamos a fazer ou algum dado do carro – como a licença). Privilegiar os transportes com mais gente, como autocarro, comboio, avião. Nesses transportes, sentar-se sempre junto às mulheres.

Se algum homem for inconveniente, quer na rua, quer em transportes públicos, falar alto, como as mulheres Indianas falam, gritar-lhe e ir embora para junto de outras mulheres. Isto é entendido de forma diferente do que cá, e as pessoas compreendem que um homem estava a ser inconveniente.

Na praia ou hotéis com piscina convém sempre analisar o ambiente. Se é um local menos turístico, nunca em caso algum usar biquíni ou fato de banho. Aconteceu-me em Kerala, na minha primeira vez na Índia, em 2011, num hotel só com Indianos ir para a piscina de fato de banho (nem quer era biquíni) e as mulheres olharem para mim de lado e taparem os olhos aos filhos. Foi horrível, senti-me mesmo mal. Se for uma praia cheia de turistas, como por exemplo em Goa, não há problema, a regra é fazer como a maioria. Mesmo assim, em Kerala, por exemplo, há praias cheias de turistas em que os Indianos, especialmente jovens, vão em grupos espreitar as mulheres de fato de banho e por vezes até são inconvenientes. Há uma praia, a Varkala – que pessoalmente detestei – onde há uma parte só para turistas, onde os Indianos não podem entrar. Mas mesmo em praias turísticas, se forem fazer uma caminhada, convém levar algo vestido a tapar ombros e pernas, a praia ao lado pode não ser turística ou até ser muçulmana.

Cumprindo estas regras, viajar na Índia torna-se bastante mais fácil para uma mulher. Apenas tive alguns problemas da primeira vez que fui, mesmo viajando com um homem. Não estava nada familiarizada com estas regras, mas rapidamente adaptei-me e comprei roupas locais, largas e tapadas, e tudo correu bem. A verdade é que agora gosto mesmo de usar essas roupas da Índia e já nem me sinto bem por lá com outras. Afinal, mostrar os ombros, as pernas, os braços, o peito para quê? Isso foi uma das coisas que a Índia me ensinou, ainda que faça mais sentido por lá.

Dicas ÍndiaÍndiaMulheres pela Índia

Diana Chiu Baptista

Acredito na Macrobiótica - que sigo desde que nasci - e estou a tentar viver de forma cada vez mais ética, sustentável, consciente e compassiva. Vivo em Portugal, mas identifico-me com a luz do Oriente, para onde viajo com frequência. Umas vezes em família, outras vezes em grupo, com leitores do blog que querem uma experiência diferente, recheada de cultura, espiritualidade e partilha.

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Comentários(4)

  1. Olá!

    Você acha arriscado hospedar sozinha em um hotel em mumbai? Por conta de não estar com marido? Ou seria melhor hostel?

    hoteis já estão acostumados com turistas mulheres?

    Obrigada pelo texto!

    Tarsila

    Responder
    Tarsila - 3 Julho, 2018
    1. Olá Tarsila, não é arriscado. Procure um alojamento (tanto faz ser hotel como hostel) com boas reviews e não ande sozinha na rua à noite. 🙂

      Responder
      Diana Chiu Baptista - 4 Julho, 2018
  2. Olá,
    Vou para a India em outubro e gostava de saber se é fácil adquirir um cartão SIM para o uso de internet 🙂

    Obrigada!

    Um beijinho,

    Ruth

    Responder
    Ruth Batista - 14 Fevereiro, 2018
    1. Olá Ruth,
      é sim muito fácil. No aeroporto é imediato. À saída da áera reservada, nos aeroportos de Mumbai ou Delhi, há sempre uns quiosques.
      Bjs

      Responder
      Diana Chiu Baptista - 15 Fevereiro, 2018

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Diana Chiu Baptista

Acredito na Macrobiótica – que sigo desde que nasci - e estou a caminhar para uma vida cada vez mais consciente. Vivo em Portugal, mas identifico-me com a luz do Oriente, para onde viajo com frequência. Umas vezes em família, outras vezes em grupo, com leitores do blog que procuram experiências potencialmente transformadoras. Estas viagens de grupo, mais realistas do que turísticas, são organizadas pela agência Macro Viagens e são lideradas por mim e pelo meu marido.

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Nunca mais falámos nisso, mas há uns dias, o @igorchiu perguntou-me se não queria conhecer o último dos discípulos directos de Oshawa. [Como não...!]
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Hoje, soube que o Prof. Tomio Kikuchi já não está por cá, fisicamente... Foram 93 (sim, NOVENTA E TRÊS ANOS) dedicados a educar e a mudar a sociedade brasileira através da saúde e da alimentação. Foi ele que introduziu a Macrobiótica no Brasil. A cura começa pela boca...
.
Nunca se calou e cumpriu a sua missão. Morreu tranquilo, segundo dizem. Agora é a nossa vez de dar continuidade. Temos essa responsabilidade. Estamos a ficar sem a presença física destes sábios (dele e de alguns outros que têm partido), não (nos) podemos deixar esquecer os ensinamentos. ❤️
.
[Vivalavanca!] #EscolaMusso #TomioKikuchi
  • De volta a Portugal, com o coração cheio. 🌸
O que poderia ter sido uma viagem meramente turística, foi uma viagem profundamente significativa, tal como tínhamos idealizado.🌈
.
[No perfil da @macro.viagens estão dois destaques “Sri Lanka” que não contam tudo, porque isso só vivenciando, mas que mostram parte do que foram estas duas semanas especiais, com um grupo magnífico.]
  • “Antigamente, as pessoas faziam austeridades severas, como ficar de pé apoiado numa perna por horas ou até dias a fio, sentar à chuva ou ao sol por vários dias, sentar-se numa cama de pregos ou jejuar por um longo período. Esses actos de austeridade eram feitos para obter poderes ocultos, ultrapassar as limitações físicas, controlar a mente ou obter a visão de Deus. Actualmente, esses “tapas” são impensáveis porque minguem tem disposição para fazer esse tipo de penitência. Até mesmo alguns tipos simples de práticas espirituais, como meditar regularmente de manhã ou à noite, ou recitar os Mil Nomes da Divina Mãe todos os dias são um tipo de “tapas”, tendo em vista o ritmo da vida moderna e a nossa dependência por tantos objectos e aparelhos.
A palavra “tapas” literalmente significa “criar calor”. As práticas espirituais que criam calor devido à fricção ou oposição de forças dentro da mente, podem ser chamadas de “tapas”. Empenhar-se por algo bom também é “tapas”. Cultivar bons hábitos como controlar a raiva, ser paciente, não julgar os outros e não encontrar erros nos outros, exige muita luta interna. Isso ocorre porque não estamos acostumados a praticar essas qualidades positivas e, ao mesmo tempo, permitimos que as qualidades negativas surjam e se desenvolvam à vontade. Quando resolvemos desfazê-las, naturalmente há muita luta.” - Swami Ramakrishnananda Puri
  • Esta é a Diviyan. Vive e trabalha no Slum, como são chamadas aqui as favelas. O pai faleceu quando tinha 10 anos (na Índia isso poderia ser um grande entrave). Vive só com a mãe e o irmão. Estudam ambos na Universidade. A casa deles tem cerca de 2 x 3 metros quadrados. É do tamanho do meu quarto, que é considerado pequeno para os nossos padrões. Tem casa de banho (é das poucas casas no slum com casa-de-banho privada). Ela explica-me que tem tudo: frigorífico, televisão, etc. A mãe proporcionou-lhes isso tudo, tem dois trabalhos, recebe-nos sorridente, a casa super limpa e com uma energia mesmo boa. Entro, dou quatro passos e chego ao fim. No fundo, é só uma cozinha, por cima uma espécie de mezzanine onde dormem os três - no chão, claro - e uma porta que dá para um compartimento mínimo, o “toilet”. Quando o irmão casar, serão quatro. Depois talvez cinco, se eles tiverem filhos. A Diviyan tem 18, não quer um “love marriage”, acredita que a família vai escolher bem - por ela. A mãe já lhe disse que se ela gostar de algum um rapaz, que lhe pode dizer e, assim, ela pode conhecê-lo, e à família dele, para analisar se é um bom candidato. Parecem as duas muito felizes. O irmão, não conhecemos. Não estão nada importadas por viverem no Slum, que nós consideramos negativo. Da primeira vez que cá vim, vim a medo. Agora - depois da 8ª vez aqui - acho que viveria bem no Slum. Com casa-de-banho em casa, é certo. Não é miserável, como pensamos. Só tem menos espaço do que aquilo que consideramos necessário para o nosso dia-a-dia. A vantagem é que nossa mente é tão maleável que - é incrível - se habitua rapidamente a qualquer coisa! Só temos de trabalhar a flexibilidade e a aceitação e, aí, poderemos ser VERDADEIRAMENTE felizes em qualquer circunstância. Esse é, também, um dos grandes ensinamentos da Índia. 🙏🏽
  • Sempre que volto, lembro-me de como vim cá parar por acaso há quase 8 anos, sem nunca ter ouvido falar na Amma. E em como voltei vezes e vezes que já perdi a conta. É porque há uma ligação, certo?
.
Este Ashram nem sempre é fácil, mas é-me cada vez menos difícil. ❤️
.
[Não tenho feito muitas Stories por aqui, mas no perfil da @macro.viagens podem acompanhar esta viagem]

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