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15 Setembro, 2016

Gelatina: alimento saudável ou nem por isso?

Macrobiótica
Gelatina: alimento saudável ou nem por isso?

[:pt]

Vejo imensas pessoas a tentarem ter um estilo de vida mais saudável, a seguirem recomendações de dietas de amigas, nutricionistas, artigos de revistas e sites e, na minha opinião, a cometerem grandes erros. Emagrecem, é verdade, e normalmente é esse o objetivo principal (ou aumentar a massa muscular), mas comem muitas porcarias, sem consciência. A culpa não é dessas pessoas, nem das amigas, nem dos nutricionistas, nem das fontes em que se baseiam os artigos das revistas e sites. A culpa é claramente da ganância de quem produz  bens de consumo e produtos alimentares sem qualquer tipo de consciência (quer de saúde, quer ambiental, quer de compaixão pelos outros Seres vivos), que não seja a do lucro. Há produtos à venda que não deviam ser, sequer, comestíveis! Um deles é a gelatina. De que é feita? Será saudável…?

Grande parte da gelatina que está à venda, não é saudável. É verdade. É gelatina de base animal e tem muitos ingredientes químicos. Esta gelatina – a que se encontra facilmente em qualquer super ou hipermercado – é feita com o tutano, que se encontra no interior de ossos e cartilagens ou de tendões, ligamentos e até da pele de animais como boi ou porco (sub-produtos). Pois… O produto é extraído cruelmente da raspagem do couro fresco e dos ossos, que são desengordurados e esmagados após 24 horas do abate. Bois e porcos (não do campo), cheios de hormonas, antibióticos, etc Estas hormonas, antibióticos etc são ingeridos por nós, ainda que indiretamente. Para além disso, a gelatina mais comum tem aditivos químicos como emulsificantes, espessantes, corantes e gelificantes E400 e E495. Mas depois de saber isto, não basta deixar de comer gelatina e o problema está solucionado. A gelatina está presente em muitos produtos como doces, gomas, caramelos, sobremesas e até produtos de beleza!

Então, mas a gelatina é toda má? Não. Existe uma alternativa: a gelatina vegetal e biológica. No entanto, até na de origem vegetal é preciso ler o rótulo (muitas têm corantes, químicos, etc). A melhor é a gelatina feita em casa, com Agar-Agar e fruta.

A Agar-Agar é uma alga marinha com poder gelificante. É muito usada em sobremesas e é completamente vegetal. Se é tão saborosa como a gelatina normal? Muitos dizem que sim, mas eu sinceramente não acho. Não sabe tão bem, mas é uma questão de hábito. Pelo menos não faz mal à saúde, nem causa sofrimento a outros seres vivos, em prol de uns momentos de prazer gustativo. A Agar-Agar vende-se em qualquer loja de produtos naturais / biológicos, é fácil de encontrar. E online existem imensas receitas de gelatina, doces, etc É experimentar e adaptar para ficar cada vez mais saborosa.

Gelatina de Morangos

Serve 10

  • 250 ml de sumo de morango
  • 250 ml de sumo de laranja
  • Morangos a gosto
  • 2 c. de chá de Agar-Agar (4g)
  • Geleia de arroz a gosto
  • Hortelã

Todos os ingredientes biológicos.

Esprema algumas laranjas até obter 250 ml de sumo de laranja. Depois de lavar os morangos, coloque-os no liquidificador, com o sumo de laranja, até conseguir 500 ml de sumo (depois de peneirar com um passador).
Coloque o sumo num tacho juntamente com a agar-agar em lume alto. Se quiser adoçar, junte geleia de arroz a gosto. Mexa sempre durante alguns minutos assim que estiver a ferver (3/5 são suficientes).
Coloque o líquido, com alguns morangos partidos em pedaços pequenos, em formas individuais ou numa taça grande, com uma folha de hortelã, e leve ao frigorífico até ficar gelidificado (costumo deixar de um dia para o outro) e está pronto.
Se preferir, pode passar com a varinha mágica e obtém uma mousse de morango em vez de gelatina (aprendi isto com o livro de receitas da Marta Horta Varatojo e gosto mais assim porque a Agar-Agar nunca fica com a consistência da gelatina mais comum).
♥

Quem estiver a usar o Chrome e quiser deixar um comentário, terá de abrir este post com o Internet Explorer e, aí sim, comentar. O blog está com um bug que não deixa comentar no Chrome.

[:en]Vejo imensas pessoas a tentarem ter um estilo de vida mais saudável, a seguirem recomendações de dietas de amigas, nutricionistas, artigos de revistas e sites e, na minha opinião, a cometerem grandes erros. Emagrecem, é verdade, e normalmente é esse o objetivo principal (ou aumentar a massa muscular), mas comem muitas porcarias, sem consciência. A culpa não é dessas pessoas, nem das amigas, nem dos nutricionistas, nem das fontes em que se baseiam os artigos das revistas e sites. A culpa é claramente da ganância de quem produz  bens de consumo e produtos alimentares sem qualquer tipo de consciência (quer de saúde, quer ambiental, quer de compaixão pelos outros Seres vivos), que não seja a do lucro. Há produtos à venda que não deviam ser, sequer, comestíveis! Um deles é a gelatina. De que é feita? Será saudável…?

Grande parte da gelatina que está à venda, não é saudável. É verdade. É gelatina de base animal e tem muitos ingredientes químicos. Esta gelatina – a que se encontra facilmente em qualquer super ou hipermercado – é feita com o tutano, que se encontra no interior de ossos e cartilagens ou de tendões, ligamentos e até da pele de animais como boi ou porco (sub-produtos). Pois… O produto é extraído cruelmente da raspagem do couro fresco e dos ossos, que são desengordurados e esmagados após 24 horas do abate. Bois e porcos (não do campo), cheios de hormonas, antibióticos, etc Estas hormonas, antibióticos etc são ingeridos por nós, ainda que indiretamente. Para além disso, a gelatina mais comum tem aditivos químicos como emulsificantes, espessantes, corantes e gelificantes E400 e E495. Mas depois de saber isto, não basta deixar de comer gelatina e o problema está solucionado. A gelatina está presente em muitos produtos como doces, gomas, caramelos, sobremesas e até produtos de beleza!

Então, mas a gelatina é toda má? Não. Existe uma alternativa: a gelatina vegetal e biológica. No entanto, até na de origem vegetal é preciso ler o rótulo (muitas têm corantes, químicos, etc). A melhor é a gelatina feita em casa, com Agar-Agar e fruta.

A Agar-Agar é uma alga marinha com poder gelificante. É muito usada em sobremesas e é completamente vegetal. Se é tão saborosa como a gelatina normal? Muitos dizem que sim, mas eu sinceramente não acho. Não sabe tão bem, mas é uma questão de hábito. Pelo menos não faz mal à saúde, nem causa sofrimento a outros seres vivos, em prol de uns momentos de prazer gustativo. A Agar-Agar vende-se em qualquer loja de produtos naturais / biológicos, é fácil de encontrar. E online existem imensas receitas de gelatina, doces, etc É experimentar e adaptar para ficar cada vez mais saborosa.

Gelatina de Morangos

Serve 10

  • 250 ml de sumo de morango
  • 250 ml de sumo de laranja
  • Morangos a gosto
  • 2 c. de chá de Agar-Agar (4g)
  • Geleia de arroz a gosto
  • Hortelã

Todos os ingredientes biológicos.

Esprema algumas laranjas até obter 250 ml de sumo de laranja. Depois de lavar os morangos, coloque-os no liquidificador, com o sumo de laranja, até conseguir 500 ml de sumo (depois de peneirar com um passador).
Coloque o sumo num tacho juntamente com a agar-agar em lume alto. Se quiser adoçar, junte geleia de arroz a gosto. Mexa sempre durante alguns minutos assim que estiver a ferver (3/5 são suficientes).
Coloque o líquido, com alguns morangos partidos em pedaços pequenos, em formas individuais ou numa taça grande, com uma folha de hortelã, e leve ao frigorífico até ficar gelidificado (costumo deixar de um dia para o outro) e está pronto.
Se preferir, pode passar com a varinha mágica e obtém uma mousse de morango em vez de gelatina (aprendi isto com o livro de receitas da Marta Horta Varatojo e gosto mais assim porque a Agar-Agar nunca fica com a consistência da gelatina mais comum).
♥

Quem estiver a usar o Chrome e quiser deixar um comentário, terá de abrir este post com o Internet Explorer e, aí sim, comentar. O blog está com um bug que não deixa comentar no Chrome.

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Agar-AgarGelatinaGelatina de MorangosGelatina VegetalMitosReceita

Diana Chiu Baptista

Acredito na Macrobiótica - que sigo desde que nasci - e estou a tentar viver de forma cada vez mais ética, sustentável, consciente e compassiva. Vivo em Portugal, mas identifico-me com a luz do Oriente, para onde viajo com frequência. Umas vezes em família, outras vezes em grupo, com leitores do blog que querem uma experiência diferente, recheada de cultura, espiritualidade e partilha.

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Acredito na Macrobiótica – que sigo desde que nasci - e estou a caminhar para uma vida cada vez mais consciente. Vivo em Portugal, mas identifico-me com a luz do Oriente, para onde viajo com frequência. Umas vezes em família, outras vezes em grupo, com leitores do blog que procuram experiências potencialmente transformadoras. Estas viagens de grupo, mais realistas do que turísticas, são organizadas pela agência Macro Viagens e são lideradas por mim e pelo meu marido.

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  • Temos mais um mês antes da chegada do próximo grupo que vai viajar com a @macro.viagens para a Índia. Um mês que seria, supostamente, para fazermos um retiro de silêncio no Centro Tushita e para, depois disso, finalizarmos o novo programa de viagem “Yoga e Ayurveda”.
Ficámos com muito trabalho pendente, o que não nos permite retirarmo-nos, pelo menos por agora; em Rishikesh há um surto de Dengue; no Sul ainda chove.
Então, para onde vamos? 
Decidimos ontem. Estamos agora no aeroporto.
O plano? De volta ao Sri Lanka!
🐘🌴🐒
•
[A impermanência pode ser maravilhosa. Pode mesmo ser o tempero da vida. Só depende de nós aceitarmos - ou não - que não controlamos nada. Nada, nada, nada. Nós não controlamos nada. Mas quanto mais julgarmos que o fazemos, mais vamos sofrer. Esse é um dos grandes ensinamentos da Índia: ninguém sabe como vai ser o momento seguinte, ninguém controla nada, mas está sempre tudo bem.]
  • Dukkha [o sofrimento] surge também quando a nossa mente toma algo - visível ou invisível - como permanente. Aqui - antes da montanha se manifestar como viva e vácua, rolando sob si mesma -, como agora, há uma sensação de continuidade estável. Ilusão. Tudo muda constantemente a cada instante, quer tenhamos, ou não, capacidade de entendimento para tal. É a natureza da realidade e nós somos parte integrante dela, não há separação. Não queremos morrer - nem sofrer! Mas vamos morrer - e sofrer! Daqui a uns anos, amanhã ou já neste instante. Prepararmo-nos para a morte, assim sendo, não deveria ser ‘A’ prioridade?! Nos momentos difíceis é fácil existir arrependimento por uma vida fútil ou insuficientemente profunda, nos fáceis adia-se a preparação. Até quando...?
  • Mais de 8 horas neste abrigo com uma fogueira alimentada a tábuas arrancadas de uma ponte que nos conduziu a uma remota aldeia nos Himalayas onde passámos 3 noites em casa de generosas famílias que nos receberam de braços abertos. Sem banho, nem roupa lavada, nem nada, imersos na vastidão da montanha, numa aldeia que poderia fazer parte de uma fábula. Vai ser difícil esquecer o som pavoroso das pedras e da terra a rolarem montanha a baixo e das buzinas dos carros que alertaram os outros aquando de alguns dos desmoronamentos. Espero que também não seja fácil esquecer todos os ensinamentos que daqui advieram. A viagem queria-se uma Peregrinação Budista, os ensinamentos teóricos e práticos não poderiam ter sido mais condizentes. Uma vida fácil amolece, estas situações são - ou podem ser - grandes mestres. 🏔 #Obrigada
•
P.S. Não há coincidências, o meu pior pesadelo dos sonhos maus de há anos, aconteceu. #Karma
  • Estou a fazer uma rota budista, organizada por mim e pelo @igorchiu, com o Paulo Borges. Estamos no local onde Buddha atingiu a iluminação, amanhã vamos para Varanasi e a seguir para os Himalayas. Belisquem-me pf.
•
Que eu saiba aproveitar esta oportunidade para meu benefício e de todos os outros Seres, sem qualquer excepção. ✨
  • É preciso um certo período de adaptação à Índia, mesmo vindo cá  vezes e vezes sem conta. Como depois, no regresso a casa, é novamente preciso algum tempo de readaptação à falta de todo este caos de gente, de veículos, de animais, de cores, de cheiros e (até) de lixo. Na Índia é tudo MUITO. Só o espaço livre é que é pouco. E andar no meio de tudo isto com a mesma calma desta gente, requer alguma persistência e bastante flexibilidade. Ajuda a cor das roupas, das casas, das lojas, da comida. Ajuda a simpatia e os amigos que se fazem facilmente pelo caminho. Ajuda a espiritualidade tão presente na dia-a-dia. Já os murros no estômago, que levamos a cada virar de esquina, não ajudam nada. Mas até a isso a mente, tão mais moldável do que aquilo que imaginamos, se consegue habituar... Vir à Índia é ver a vida exactamente como ela é. A vida é assim - a nossa também. Hoje limpa, leve, confortável, amanhã suja, pesada, desconfortável. Hoje novos, amanhã velhos, não há feio, nem bonito. Somos todos iguais. A diferença é que na Índia está tudo à vista, à flor da pele deste país mágico.

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