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9 Setembro, 2017

Panadinhos de tempeh de azuki

Receitas
Panadinhos de tempeh de azuki

Não fiz muitas vezes Tempeh… Talvez pela dificuldade que é para mim decidir como cozinhá-lo. Gosto do sabor tão diferente deste alimento, que parece demasiado intenso no início, mas que é sem dúvida viciante, mas tenho sempre algum receio de o cozinhar.

Há uns dias comprei Tempeh de Azuki no Sal’s Tempeh (que é artesanal e biológico) e pedi algumas recomendações aqui no Facebook  sobre como o cozinhar.

Das várias receitas que recebi (obrigada por terem enviado tantas sugestões!), inspirei-me especialmente na receita da Sara do blog S de Salada e na da Maria João e fiz à minha maneira, um mix das duas.

No Instagram mostrei a foto que está no início deste post, antes sequer de provar os panadinhos, e prometi que se estivessem bons que publicava a receita. Ficaram bons, sim senhora (mham, mham comia já uns outra vez), por isso aqui vai a receita:

Panadinhos de Tempeh

  • 1 embalagem de Tempeh Sal’s (pode ser de azuki ou de outro qualquer, o de azuki é mais forte)
  • Coentros
  • Shoyu
  • 1 laranja
  • 1 limão
  • 4 dentes de alho
  • Gengibre
  • Farinha de Trigo Integral (ou outra)
  • Azeite
  • Geleia de Arroz

Todos os ingredientes biológicos.

Cortar o Tempeh aos quadradinhos e fazer uma marinada durante cerca de 15 / 20 minutos com Shoyu, Alho picado, sumo de gengibre, e sumo de laranja. Não deixar a marinar muito mais tempo porque o Tempeh absorve muito os sabores e vai ficar muito salgado.
Aquecer uma sertã com azeite qb.
Passar os quadradinhos por coentros e farinha e fritar.
No final, regar com sumo de limão.
Numa taça coloquei um pouco de geleia de arroz, e fui molhando os panadinhos ligeiramente. Adorei este sabor contrastante, mas também ficam deliciosos simples.
Para quem não conhece, o tempeh é um alimento muito rico em proteínas e como é fermentado, é muito benéfico para a saúde. Existe o tradicional – de soja -, mas também existe de grão-de-bico e de feijão azuki. Vende-se em vários locais com comida biológica por todo o país. Aqui no Porto costumo comprar na Ervanária Portuense. Na página de Facebook do Sal’s Tempeh (que faz o melhor tempeh do mundo) podem saber onde encontrar perto de vocês e mais informações.
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Diana Chiu Baptista

Acredito na Macrobiótica - que sigo desde que nasci - e estou a tentar viver de forma cada vez mais ética, sustentável, consciente e compassiva. Vivo em Portugal, mas identifico-me com a luz do Oriente, para onde viajo com frequência. Umas vezes em família, outras vezes em grupo, com leitores do blog que querem uma experiência diferente, recheada de cultura, espiritualidade e partilha.

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Comentários(3)

  1. Look so good! Wanna try it.

    Responder
    imgrum - 24 Fevereiro, 2018
  2. Obrigado por compartilhar a receita! Parece tão bom.

    Responder
    piknu - 9 Fevereiro, 2018
    1. É muito bom, mesmo! Já estou com saudades de fazer e comer estes panadinhos. 🙂 Bjs!

      Responder
      Diana Chiu Baptista - 10 Fevereiro, 2018

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Sobre Mim

Diana Chiu Baptista

Diana Chiu Baptista

Acredito na Macrobiótica – que sigo desde que nasci - e estou a caminhar para uma vida cada vez mais consciente. Vivo em Portugal, mas identifico-me com a luz do Oriente, para onde viajo com frequência. Umas vezes em família, outras vezes em grupo, com leitores do blog que procuram experiências potencialmente transformadoras. Estas viagens de grupo, mais realistas do que turísticas, são organizadas pela agência Macro Viagens e são lideradas por mim e pelo meu marido.

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  • Temos mais um mês antes da chegada do próximo grupo que vai viajar com a @macro.viagens para a Índia. Um mês que seria, supostamente, para fazermos um retiro de silêncio no Centro Tushita e para, depois disso, finalizarmos o novo programa de viagem “Yoga e Ayurveda”.
Ficámos com muito trabalho pendente, o que não nos permite retirarmo-nos, pelo menos por agora; em Rishikesh há um surto de Dengue; no Sul ainda chove.
Então, para onde vamos? 
Decidimos ontem. Estamos agora no aeroporto.
O plano? De volta ao Sri Lanka!
🐘🌴🐒
•
[A impermanência pode ser maravilhosa. Pode mesmo ser o tempero da vida. Só depende de nós aceitarmos - ou não - que não controlamos nada. Nada, nada, nada. Nós não controlamos nada. Mas quanto mais julgarmos que o fazemos, mais vamos sofrer. Esse é um dos grandes ensinamentos da Índia: ninguém sabe como vai ser o momento seguinte, ninguém controla nada, mas está sempre tudo bem.]
  • Dukkha [o sofrimento] surge também quando a nossa mente toma algo - visível ou invisível - como permanente. Aqui - antes da montanha se manifestar como viva e vácua, rolando sob si mesma -, como agora, há uma sensação de continuidade estável. Ilusão. Tudo muda constantemente a cada instante, quer tenhamos, ou não, capacidade de entendimento para tal. É a natureza da realidade e nós somos parte integrante dela, não há separação. Não queremos morrer - nem sofrer! Mas vamos morrer - e sofrer! Daqui a uns anos, amanhã ou já neste instante. Prepararmo-nos para a morte, assim sendo, não deveria ser ‘A’ prioridade?! Nos momentos difíceis é fácil existir arrependimento por uma vida fútil ou insuficientemente profunda, nos fáceis adia-se a preparação. Até quando...?
  • Mais de 8 horas neste abrigo com uma fogueira alimentada a tábuas arrancadas de uma ponte que nos conduziu a uma remota aldeia nos Himalayas onde passámos 3 noites em casa de generosas famílias que nos receberam de braços abertos. Sem banho, nem roupa lavada, nem nada, imersos na vastidão da montanha, numa aldeia que poderia fazer parte de uma fábula. Vai ser difícil esquecer o som pavoroso das pedras e da terra a rolarem montanha a baixo e das buzinas dos carros que alertaram os outros aquando de alguns dos desmoronamentos. Espero que também não seja fácil esquecer todos os ensinamentos que daqui advieram. A viagem queria-se uma Peregrinação Budista, os ensinamentos teóricos e práticos não poderiam ter sido mais condizentes. Uma vida fácil amolece, estas situações são - ou podem ser - grandes mestres. 🏔 #Obrigada
•
P.S. Não há coincidências, o meu pior pesadelo dos sonhos maus de há anos, aconteceu. #Karma
  • Estou a fazer uma rota budista, organizada por mim e pelo @igorchiu, com o Paulo Borges. Estamos no local onde Buddha atingiu a iluminação, amanhã vamos para Varanasi e a seguir para os Himalayas. Belisquem-me pf.
•
Que eu saiba aproveitar esta oportunidade para meu benefício e de todos os outros Seres, sem qualquer excepção. ✨
  • É preciso um certo período de adaptação à Índia, mesmo vindo cá  vezes e vezes sem conta. Como depois, no regresso a casa, é novamente preciso algum tempo de readaptação à falta de todo este caos de gente, de veículos, de animais, de cores, de cheiros e (até) de lixo. Na Índia é tudo MUITO. Só o espaço livre é que é pouco. E andar no meio de tudo isto com a mesma calma desta gente, requer alguma persistência e bastante flexibilidade. Ajuda a cor das roupas, das casas, das lojas, da comida. Ajuda a simpatia e os amigos que se fazem facilmente pelo caminho. Ajuda a espiritualidade tão presente na dia-a-dia. Já os murros no estômago, que levamos a cada virar de esquina, não ajudam nada. Mas até a isso a mente, tão mais moldável do que aquilo que imaginamos, se consegue habituar... Vir à Índia é ver a vida exactamente como ela é. A vida é assim - a nossa também. Hoje limpa, leve, confortável, amanhã suja, pesada, desconfortável. Hoje novos, amanhã velhos, não há feio, nem bonito. Somos todos iguais. A diferença é que na Índia está tudo à vista, à flor da pele deste país mágico.

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