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16 Maio, 2017

Pensos higiénicos orgânicos e os perigos do uso de tampões

Moda e Beleza
Pensos higiénicos orgânicos e os perigos do uso de tampões

Se há produtos que são usados – actualmente – por todas as mulheres e durante muitos anos, são sem dúvida os tampões e/ou os pensos higiénicos. Eu descobri os tampões aos 15 anos e… só parei de usar no ano passado (erradamente). Usava tampões em vez de pensos higiénicos, sempre que estava menstruada, quer de dia, quer durante a noite. Deixei de conseguir usar pensos higiénicos (pelas razões que todas as mulheres sabem), embora a minha mãe sempre me tivesse avisado que faz mal blá blá blá, na altura não ligava nenhuma. Sentia-me mais limpa, mais confortável, nem parecia que estava com o período.

Até que, depois de ler várias notícias sobre o tema, deixei completamente de conseguir usar tampões e comecei a optar pelos pensos higiénicos da Natracare, que são de alta qualidade, orgânicos, com revestimento em algodão biológico certificado, sem cloro, sem perfumes, sem polímeros superabsorventes e 90% biodegradáveis. Se absorvem tanto como os ‘convencionais’? Não. Mas é uma questão de se trocar (ainda) mais vezes. E mais vale isso do que usar materiais que nos fazem mal, e ainda por cima estando em contacto com mucosas que absorvem mais do que a pele (para quem não sabe os pensos higiénicos e tampões não orgânicos até substancias branqueadoras têm, para além do perfume que não pode fazer bem).

Este artigo explica muito bem o porquê dos malefícios do uso de tampões e também dos malefícios dos pensos higiénicos que se encontram à venda em qualquer superfície comercial (os tais não orgânicos):

“O uso de tampões durante o período menstrual expõe-na a alguns perigos sobre os quais deve estar consciente.

A vagina é revestida de uma mucosa através da qual são facilmente absorvidas substâncias com as quais permanece em contacto prolongado. 

Como todas as mucosas, a mucosa vaginal está, de forma natural, permanentemente humedecida para manter o seu equilíbrio funcional.
O interior da vagina é um espaço sem oxigénio o que limita o desenvolvimento de microrganismos e a protege de algumas infecções.Sabendo isto, tome consciência de algumas das consequências do uso de tampões:
1) Sobre as fibras de algodão e sintéticas: Os tampões mais usuais são constituídos por uma mistura de algodão e fibras sintéticas. O algodão, não sendo um alimento, é um dos produtos agrícolas em cuja produção são usadas enormes quantidades de pesticidas e outros agrotóxicos. Estas substâncias estão presentes nos tampões e podem ser absorvidas pela mucosa vaginal de forma cumulativa. O algodão usado tem fortes probabilidade de ser OGM, cujos efeitos a longo prazo na saúde humana não são, para já, conhecidos. Para branquear as fibras de algodão e as sintéticas são usados branqueadores, substâncias químicas responsáveis pela presença de dioxinas nos tampões. As dioxinas são das substâncias químicas mais fortemente associadas ao risco de cancro. Já foram identificadas quantidades inaceitáveis de dioxinas em algumas marcas de tampões. As fibras sintéticas dos tampões deixam resíduos na vagina com risco de absorção, que embora em quantidades muito reduzidas, têm também efeito cumulativo pelo uso repetido. As fibras sintéticas usadas nos tampões, sobretudo as fibras super absorventes, facilitam o desenvolvimento de algumas bactérias, nomeadamente de Staphlococcus aureaos, que foi a responsável por alguns, raros mas fatais, casos de “Síndrome de Choque Tóxico” TSS (Toxic Shock Syndrome). Se os tampões tiverem fragrâncias aumentam o seu nível de toxicidade, com relevo para os especialmente perigosos compostos orgânicos voláteis  constituintes dos perfumes sintéticos, não provenientes de essências naturais.
2) Sobre a presença demorada dos tampões na vagina: A presença de tampões na vagina permite a entrada de ar, e portanto de oxigénio, alterando o meio ambiente natural da vagina. Este oxigénio facilita o desenvolvimento de alguns micro-organismos que alteram a constituição da flora vaginal normal, aumentando o risco de infecções vaginais. Os tampões impregnados de sangue menstrual que permanecem varias horas num ambiente húmido e à temperatura corporal fornecem os nutrientes adequados ao desenvolvimento bacteriano e, também isto, facilita as infecções vaginais.  O sangue menstrual que permanece retido na vagina à temperatura corporal em contacto com o oxigénio sofre alterações de decomposição que pode ser responsável por absorção de substâncias tóxicas. Os tampões “super absorventes”contribuem para desidratar e secar a mucosa da vagina, fragilizando-a, abrindo caminho a vaginites e inflamações recorrentes. Este conjunto de circunstâncias pode estar na origem de inflamações ginecológicas,  mal-estar e inflamações pélvicas recorrentes cuja causa pode ser difícil de identificar e diagnosticar.”
Os pensos higiénicos da Natracare estão à venda em qualquer loja de produtos biológicos (ervanárias, supermercados bio, …) e também no Celeiro e outras superfícies do género. Online também é possível encomendar, por exemplo aqui e aqui. E o incrível é que não são mais caros do que os outros, como se possa pensar. As embalagens de 30 custam entre 2,50€ e 3,50€. 🙂
NatracarePensos Higiénicos OrgânicosTampõesUsar tampões faz mal

Diana Chiu Baptista

Acredito na Macrobiótica - que sigo desde que nasci - e estou a tentar viver de forma cada vez mais ética, sustentável, consciente e compassiva. Vivo em Portugal, mas identifico-me com a luz do Oriente, para onde viajo com frequência. Umas vezes em família, outras vezes em grupo, com leitores do blog que querem uma experiência diferente, recheada de cultura, espiritualidade e partilha.

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Comentários(8)

  1. Experimentei um dia só como quem não quer a coisa e passei a usar apenas estes. A questão que referes do cheiro dos pensos “normais” foi o que me levou a desconfiar mais e a procurar uma alternativa menos agressiva.
    Também fiquei surpreendida com o preço, estava à espera de algo muito caro e afinal…

    Responder
    Patrícia - 12 Julho, 2017
    1. 🙂 É verdade, e também não estava à espera do preço que me parece justo. Beijinho 🙂

      Responder
      Diana Chiu Baptista - 12 Julho, 2017
  2. Que boa dica, obrigada! Até são bem mais baratos. Eu uso copo menstrual há uns meses e neste momento a ideia de colocar um tampão está completamente fora de questão, mas há momentos em que não consigo dispensar penso higiénico com medo de alguma “fuga”. Já ouvi falar dos pensos de pano reutilizáveis, MAs ainda não experimentei.

    Responder
    Isabel Santos - 24 Maio, 2017
    1. Nunca experimentei o copo menstural… Não sei porquê faz-me alguma confusão. Mas toda a gente diz que é óptimo! 🙂

      Responder
      Diana Chiu Baptista - 12 Julho, 2017
  3. Não uso tampões precisamente por causa desse problema. Já experimentei os pensos da natracare e não me dei bem com eles, com muita pena minha :\ Mas as toalhitas íntimas são muito boas, adoro-as.

    Obrigada por partilhares um produto cruelty-free.
    Beijinho*

    Responder
    Mel Colaço - 18 Maio, 2017
    1. Há outras marcas à venda e até outros tamanhos da Natracare (os primeiros que experimentei não absorviam tudo, mudei de “tamanho” e resolvi esse problema). 🙂

      Responder
      Diana Chiu Baptista - 12 Julho, 2017
  4. Muito útil esta informação, não fazia ideia…
    ainda bem que não sou a favor dos tampões, só em caso de uma ida à praia….
    vou ver se descubro essa marca no “meu” supermercado!
    obrigada pela partilha!

    Responder
    Paula - 17 Maio, 2017
    1. Tenho visto por toda a parte, nas lojas mais ‘naturais’. 🙂

      Responder
      Diana Chiu Baptista - 12 Julho, 2017

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Diana Chiu Baptista

Acredito na Macrobiótica – que sigo desde que nasci - e estou a caminhar para uma vida cada vez mais consciente. Vivo em Portugal, mas identifico-me com a luz do Oriente, para onde viajo com frequência. Umas vezes em família, outras vezes em grupo, com leitores do blog que procuram experiências potencialmente transformadoras. Estas viagens de grupo, mais realistas do que turísticas, são organizadas pela agência Macro Viagens e são lideradas por mim e pelo meu marido.

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  • Temos mais um mês antes da chegada do próximo grupo que vai viajar com a @macro.viagens para a Índia. Um mês que seria, supostamente, para fazermos um retiro de silêncio no Centro Tushita e para, depois disso, finalizarmos o novo programa de viagem “Yoga e Ayurveda”.
Ficámos com muito trabalho pendente, o que não nos permite retirarmo-nos, pelo menos por agora; em Rishikesh há um surto de Dengue; no Sul ainda chove.
Então, para onde vamos? 
Decidimos ontem. Estamos agora no aeroporto.
O plano? De volta ao Sri Lanka!
🐘🌴🐒
•
[A impermanência pode ser maravilhosa. Pode mesmo ser o tempero da vida. Só depende de nós aceitarmos - ou não - que não controlamos nada. Nada, nada, nada. Nós não controlamos nada. Mas quanto mais julgarmos que o fazemos, mais vamos sofrer. Esse é um dos grandes ensinamentos da Índia: ninguém sabe como vai ser o momento seguinte, ninguém controla nada, mas está sempre tudo bem.]
  • Dukkha [o sofrimento] surge também quando a nossa mente toma algo - visível ou invisível - como permanente. Aqui - antes da montanha se manifestar como viva e vácua, rolando sob si mesma -, como agora, há uma sensação de continuidade estável. Ilusão. Tudo muda constantemente a cada instante, quer tenhamos, ou não, capacidade de entendimento para tal. É a natureza da realidade e nós somos parte integrante dela, não há separação. Não queremos morrer - nem sofrer! Mas vamos morrer - e sofrer! Daqui a uns anos, amanhã ou já neste instante. Prepararmo-nos para a morte, assim sendo, não deveria ser ‘A’ prioridade?! Nos momentos difíceis é fácil existir arrependimento por uma vida fútil ou insuficientemente profunda, nos fáceis adia-se a preparação. Até quando...?
  • Mais de 8 horas neste abrigo com uma fogueira alimentada a tábuas arrancadas de uma ponte que nos conduziu a uma remota aldeia nos Himalayas onde passámos 3 noites em casa de generosas famílias que nos receberam de braços abertos. Sem banho, nem roupa lavada, nem nada, imersos na vastidão da montanha, numa aldeia que poderia fazer parte de uma fábula. Vai ser difícil esquecer o som pavoroso das pedras e da terra a rolarem montanha a baixo e das buzinas dos carros que alertaram os outros aquando de alguns dos desmoronamentos. Espero que também não seja fácil esquecer todos os ensinamentos que daqui advieram. A viagem queria-se uma Peregrinação Budista, os ensinamentos teóricos e práticos não poderiam ter sido mais condizentes. Uma vida fácil amolece, estas situações são - ou podem ser - grandes mestres. 🏔 #Obrigada
•
P.S. Não há coincidências, o meu pior pesadelo dos sonhos maus de há anos, aconteceu. #Karma
  • Estou a fazer uma rota budista, organizada por mim e pelo @igorchiu, com o Paulo Borges. Estamos no local onde Buddha atingiu a iluminação, amanhã vamos para Varanasi e a seguir para os Himalayas. Belisquem-me pf.
•
Que eu saiba aproveitar esta oportunidade para meu benefício e de todos os outros Seres, sem qualquer excepção. ✨
  • É preciso um certo período de adaptação à Índia, mesmo vindo cá  vezes e vezes sem conta. Como depois, no regresso a casa, é novamente preciso algum tempo de readaptação à falta de todo este caos de gente, de veículos, de animais, de cores, de cheiros e (até) de lixo. Na Índia é tudo MUITO. Só o espaço livre é que é pouco. E andar no meio de tudo isto com a mesma calma desta gente, requer alguma persistência e bastante flexibilidade. Ajuda a cor das roupas, das casas, das lojas, da comida. Ajuda a simpatia e os amigos que se fazem facilmente pelo caminho. Ajuda a espiritualidade tão presente na dia-a-dia. Já os murros no estômago, que levamos a cada virar de esquina, não ajudam nada. Mas até a isso a mente, tão mais moldável do que aquilo que imaginamos, se consegue habituar... Vir à Índia é ver a vida exactamente como ela é. A vida é assim - a nossa também. Hoje limpa, leve, confortável, amanhã suja, pesada, desconfortável. Hoje novos, amanhã velhos, não há feio, nem bonito. Somos todos iguais. A diferença é que na Índia está tudo à vista, à flor da pele deste país mágico.

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