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3 Setembro, 2018

Sri Lanka: Roteiro para duas semanas #2

Viagens
Sri Lanka: Roteiro para duas semanas #2

Duas semanas no Sri Lanka não é muito tempo, mas já dá para ficar sentir o país e visitar diferentes partes da ilha. Muito importante: planear com antecedência, sem marcar os alojamentos (já que assim tem-se mais liberdade e há sempre onde ficar). Tal como expliquei no post anterior, eu considero que não fiz a rota ideal. Como fui sem preparar nada (para quem não sabe porquê, explico aqui), depois de Colombo fui para o Sul, com o propósito de passar alguns dias a relaxar ao sol e a planear as semanas seguintes em Mirissa. E foi o que fiz. Mas não deveria ter começado por aí – ou nem devia ter ido a Mirissa Beach, não achei nada de especial e no Sul em Agosto é a época das chuvas. Para além disso, mais à frente, apanhei uma greve dos comboios, o que fez com que não conseguisse fazer a mítica viagem de Kandy para Ella – dizem que é uma das mais bonitas do mundo. Mas já vamos a isso, para já, aqui fica a primeira parte do roteiro que fiz em duas semanas, no Sri Lanka.


Dia 1: Colombo

Cheguei a Colombo a meio da tarde e a primeira coisa que fiz, ainda no aeroporto, foi levantar dinheiro com o Revolut – o cartão que uso em viagem – e fui comprar um Sim Card da Dialog. Fui num Pre-Paid Taxi para o Hotel, que tinha marcado via Agoda, só de passagem, para no dia seguinte seguir para Sul.


Dia 2 e 3: Weligama // Mirissa Beach

Viajei para Weligama de comboio, em 2ª classe, sem lugar reservado. É uma viagem muito bonita, de sensivelmente três horas, sempre junto ao mar. Vale mesmo a pena viajar em 2ª ou 3ª classe no Sri Lanka, junto dos locais! Sem lugar reservado, encontrei um sítio onde me encostar sem incomodar os vendedores que passam continuamente a vender comidas e bebidas, junto a uma das portas do comboio, que vão sempre abertas. Fiquei por lá, sentada no chão, como um deles. Uma senhora dos seus 50 anos, que não falava uma palavra de inglês, mas comunicava comigo por sorrisos e olhares, ofereceu-me um fruto. Aceitei. Dei uma trinca e… não estava à espera da acidez, até fiquei com a boca áspera. Fiz uma careta o que fez com que a maioria das pessoas que viajavam naquele espaço se risse mesmo muito (eu inclusive). Para além de comer esse fruto, pequeno e verde, cujo nome desconheço, comprei um Wada, o meu snack indiano preferido, por Rs.30 (nada mais, nada menos do que 0,16€).

Fiquei 2 noites em Merida Beach, no Highland Villa. Este alojamento é realmente muito bonito e as piscinas são lindas. Os quartos são maravilhosos (mas têm bastantes bichos, o que no nosso caso originou bastantes momentos hilariantes). Não é barato, mas não achei o preço assim tão elevado para o espaço e localização. Paguei Rs.10.400 por noite por um quarto duplo com pequeno-almoço (cerca de 55€). “Só” tem um problema: o staff apesar de muito simpático, é estilo indiano. E o que é que quero dizer com isto? Bom, é difícil explicar, mas para terem uma ideia, só é possível jantar se a marcação for feita no dia anterior, se pagarmos em dinheiro o preço é mais baixo (e é negociável!), lavam a roupa, mas a minha veio completamente tingida (lavaram pretos, cores e brancos na mesma máquina), etc etc etc Por este preço é difícil encontrar um sítio tão bonito, mas é preciso ter bastante flexibilidade para aceitar estes “detalhes“. De qualquer forma, se tivesse de ir a Mirissa Beach novamente, voltava a ficar lá. 🙂

Mesmo ao lado do Highland Villa existe o Cape Weligama, um resort super fancy (e caro, claro está), cujo bar e restaurante estão abertos a não-hospedes. Como no Highland Villa não há mesmo nada, numa das noites fui ao Cape Weligama antes de me deitar. Fiquei especialmente maravilhada com o facto de usarem palhinhas em Inox, em vez de palhinhas de plástico. Só por isso, o exagero que custou o cocktail que bebi, já me pareceu aceitável.

Na outra noite que passei em Weligama, fui jantar ao Shirani Home Made Rice and Curry. Adorei! É muito mais do que um restaurante, é a casa de uma família, onde se come divinamente comida local. Não sabia que era preciso marcar com alguma antecedência, mas quando liguei ao Lala ele fui super querido. Ao saber que me ia embora no dia seguinte, falou com a mulher e ligou-me de volta a dizer que podia ir lá jantar mesmo sem ter marcado. A Sharani prepara Rice and Curry conforme os ingredientes que tem, é possível escolher entre carne, peixe ou vegetariano. Pedi vegan, claro, e foi das melhores refeições que fiz no Sri Lanka. Paguei Rs.600 pela refeição, com um chá (cerca de 3,20€). Quem quiser comer bem, num restaurante muito simples e familiar, comida tradicional do Sri Lanla, gostar de picante e não fizer questão em escolher (no restaurante da Shirani é o que há), vai ao sítio certo. Quem for com outras expectativas, é melhor ir a outro tipo de restaurante.


Dia 5: Udawalawe National Park

Fui para Udawalawe de manhã muito cedo, num carro com motorista privado, para poupar tempo, com o objectivo de fazer um Safaria à tarde.

Pelo caminho encontrei este elefante da fotografia deste post. É um elefante selvagem, do Nacrional Park, que vem para perto da estrada pedir comida a quem passa. Por causa disso, existem vendedores de frutas e legumes na estrada. Não resisti e, depois de confirmar que o elefante estava ali porque queria, comprei um saquinho de pepino para lhe dar na boca.

Fiquei alojada no The Green Udawalawe e tratei de tudo com eles (transporte, safari, alojamento e refeições). Paguei Rs.6.000 / 32€ por um quarto duplo. O hotel é muito simpático, tem piscina, a comida é óptima e o staff é muito atencioso e incansável. Não há mesmo nada à volta, só vale a pena ficar aqui 1 noite, para o Safari, que é incrível.

O Safari no Udawalawe Nacional Park custou Rs.4.500 / 24€ para duas pessoas, num Jeep privado. A esse custo tem de se somar Rs. 3.600 / 19,18€ por pessoa, para entrada no parque. Aqui, veio um guia do parque dizer que queria vir connosco e que dávamos o que quiséssemos no final – sugeriu 20 dólares -, mas percebemos depois que o guia está incluído no preço do bilhete. Seria impossível ir ser guia, já que é ele que dá indicações ao motorista do Jeep e que sabe como nos proteger do ataque de algum animal. Pois… é verdade… O nosso Jeep foi atacado por um elefante em fúria. Se não fosse o guia, a esta hora acho que eu estava esborraxada algures por terras do Sri Lanka. Os Jeeps dão para 8 pessoas, mas convém irem no máximo 7 para o guia ir em cima e dar melhores indicações – se ele for junto ao motorista, em baixo, fica mais difícil perceber o que ele diz. Quem optar por fazer o Safari num dos 4WDs que estão perto da entrada do Parque Nacional, pode ficar mais barato. Os Safaris fazem-se normalmente das 9:00 às 13:00 e das 14:00 às 18:00. Nós ficamos só até às 17:00 – e é mais do que suficiente -, a seguir fomos ao orfanato dos elefantes, o Elephant Transit Home, assistir à alimentação dos bebés (não achei nada de especial). O Bilhete custa Rs. 1000 / 5,30€).

O Safari no Udawalawe National Park foi sem dúvida um dos momentos mais impactantes da viagem. Recomendo a toda a gente que nunca fez nenhum, que aproveite para fazer. Afinal, podemos não ter tão cedo uma oportunidade como esta, certo?

[…]

[Continua no próximo post!]

ÁsiaColomboDuas semanas no Sri LankaMerissa BeachSri LankaUdawalawe National ParkWeligama

Diana Chiu Baptista

Acredito na Macrobiótica - que sigo desde que nasci - e estou a tentar viver de forma cada vez mais ética, sustentável, consciente e compassiva. Vivo em Portugal, mas identifico-me com a luz do Oriente, para onde viajo com frequência. Umas vezes em família, outras vezes em grupo, com leitores do blog que querem uma experiência diferente, recheada de cultura, espiritualidade e partilha.

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Comentários(3)

  1. Olá Diana!
    Viajo brevemente para Bali e aderi ao cartão Revolut depois de perceber que é realmente mais vantajoso.
    Li que levantaste dinheiro no aeroporto, o que me pareceu uma otima ideia e que já tinha pensado fazer o mesmo uma vez que trocar dinheiro no aeroporto é sempre menos vantajoso. No entanto disseram-me para não o fazer, para trocar lá dinheiro, o suficiente para um dia e depois então ir a uma casa de cambio… Não percebi porquê?
    Se levantar no aeroporto o câmbio que me é aplicado é o que estiver em “vigor” certo?
    é necessário fazer a conversão na aplicação de euro para IDR ou é a mesma coisa?
    Obrigada e desculpa uma questão mais “técnica” num post tão bonito sobre a essa experiencia.
    Beijinho
    Angela

    Responder
    Angela Almeida - 12 Setembro, 2018
    1. Olá Angela,
      usar o Revolut é mesmo o mais vantajoso. Viajei com uma amiga que não levou Revolut, fizemos a comparação e eu poupei mesmo bastante dinheiro. Levantar no aeroporto, quando chegar, é o melhor, e depois ir levantando. O Revolut aplica a taxa de cambio à data do levantamento. Até 200€ não tem nenhuma taxa (excepto as do banco do ATM de lá), depois disso, sim, mas é menor do que se levantasse com outro cartão qualquer. Não é preciso fazer a conversão, carrega em Euros e o Revolut faz automáticamente. 🙂
      Um beijinho!

      Responder
      Diana Chiu Baptista - 14 Setembro, 2018
      1. Obrigada!;)
        Beijinho

        Responder
        Angela - 17 Setembro, 2018

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Acredito na Macrobiótica – que sigo desde que nasci - e estou a caminhar para uma vida cada vez mais consciente. Vivo em Portugal, mas identifico-me com a luz do Oriente, para onde viajo com frequência. Umas vezes em família, outras vezes em grupo, com leitores do blog que procuram experiências potencialmente transformadoras. Estas viagens de grupo, mais realistas do que turísticas, são organizadas pela agência Macro Viagens e são lideradas por mim e pelo meu marido.

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  • Nos raros instantes em que conseguimos estar verdadeiramente conectados com a natureza, dissipam-se alguns véus e há uma sensação de preenchimento total junto ao coração, no local que algumas culturas, como a Tibetana, associam à mente. Nestes extraordinários momentos, temos laivos de um estado que se diz poder ser permanente. Temos vislumbres do que será poder permanecer, estável, e sem separação. Há uma sensação de união com o todo e com tudo, que dificilmente se explica por palavras e que facilmente se perde ao fim de alguns instantes. [Obrigada montanha, lagoa, árvores, pássaros, céu, nuvens, terra, ar,... obrigada a mim pela oportunidade de vivenciar estes vislumbres, ainda que por breves momentos.]
  • Kassapa desceu a montanha com a sua taça vazia e delicadamente colocou-se ao lado de um leproso que comia a sua refeição. O leproso, vendo o monge mendingante ao seu lado, ofereceu-lhe uma porção, colocando, com as mãos corroídas pela doença, comida na taça de Kassapa. Com a comida, caiu também um dedo do leproso, que se misturou na taça com os alimentos...
•
Num local próximo, Kassapa comeu a sua parte. Sem em momento algum ter sentido repugnância ou nojo. Kassapa comeu a parte que lhe foi oferecida, até ao ultimo grão de arroz.
•
Só aquele que aceita tudo o que lhe é oferecido - restos de comida, urina de vaca como medicamento, abrigo de baixo de uma árvore, roupa feita de retalhos -, está verdadeiramente feliz em qualquer lado e em qualquer circunstância. Possamos nós, também, um dia, aspirar a aceitar tudo o que nos é oferecido com um sorriso nos lábios e outro no coração. ✨
  • Temos mais um mês antes da chegada do próximo grupo que vai viajar com a @macro.viagens para a Índia. Um mês que seria, supostamente, para fazermos um retiro de silêncio no Centro Tushita e para, depois disso, finalizarmos o novo programa de viagem “Yoga e Ayurveda”.
Ficámos com muito trabalho pendente, o que não nos permite retirarmo-nos, pelo menos por agora; em Rishikesh há um surto de Dengue; no Sul ainda chove.
Então, para onde vamos? 
Decidimos ontem. Estamos agora no aeroporto.
O plano? De volta ao Sri Lanka!
🐘🌴🐒
•
[A impermanência pode ser maravilhosa. Pode mesmo ser o tempero da vida. Só depende de nós aceitarmos - ou não - que não controlamos nada. Nada, nada, nada. Nós não controlamos nada. Mas quanto mais julgarmos que o fazemos, mais vamos sofrer. Esse é um dos grandes ensinamentos da Índia: ninguém sabe como vai ser o momento seguinte, ninguém controla nada, mas está sempre tudo bem.]
  • Dukkha [o sofrimento] surge também quando a nossa mente toma algo - visível ou invisível - como permanente. Aqui - antes da montanha se manifestar como viva e vácua, rolando sob si mesma -, como agora, há uma sensação de continuidade estável. Ilusão. Tudo muda constantemente a cada instante, quer tenhamos, ou não, capacidade de entendimento para tal. É a natureza da realidade e nós somos parte integrante dela, não há separação. Não queremos morrer - nem sofrer! Mas vamos morrer - e sofrer! Daqui a uns anos, amanhã ou já neste instante. Prepararmo-nos para a morte, assim sendo, não deveria ser ‘A’ prioridade?! Nos momentos difíceis é fácil existir arrependimento por uma vida fútil ou insuficientemente profunda, nos fáceis adia-se a preparação. Até quando...?
  • Mais de 8 horas neste abrigo com uma fogueira alimentada a tábuas arrancadas de uma ponte que nos conduziu a uma remota aldeia nos Himalayas onde passámos 3 noites em casa de generosas famílias que nos receberam de braços abertos. Sem banho, nem roupa lavada, nem nada, imersos na vastidão da montanha, numa aldeia que poderia fazer parte de uma fábula. Vai ser difícil esquecer o som pavoroso das pedras e da terra a rolarem montanha a baixo e das buzinas dos carros que alertaram os outros aquando de alguns dos desmoronamentos. Espero que também não seja fácil esquecer todos os ensinamentos que daqui advieram. A viagem queria-se uma Peregrinação Budista, os ensinamentos teóricos e práticos não poderiam ter sido mais condizentes. Uma vida fácil amolece, estas situações são - ou podem ser - grandes mestres. 🏔 #Obrigada
•
P.S. Não há coincidências, o meu pior pesadelo dos sonhos maus de há anos, aconteceu. #Karma

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