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Macrobiótica, Família e Viagens
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8 Janeiro, 2018

Afinal, os hidratos de carbono são bons ou maus?

Macrobiótica
Afinal, os hidratos de carbono são bons ou maus?

Já todos ouvimos estas expressões: “Estou a fazer dieta, por isso eliminei os hidratos de carbono” ou “Pratico actividade física intensa, a base da minha alimentação são as proteínas” ou ainda “Hidratos de Carbono são Arroz e Batatas, não é?” Pois bem… Não, não e não. Os hidratos de carbono devem ser a base de uma alimentação saudável – ou seja, a maioria do que ingerimos devem ser hidratos de carbono. Mas nem todos os hidratos têm as mesmas propriedades: arroz branco, batatas ou açúcar, não são benéficos para a saúde, quer se queira emagrecer ou não, quer se faça muito desporto ou não. Por e simplesmente não nos fazem bem. No entanto, os cereais integrais em grão (arroz, o trigo sarraceno, o millet, o bulgur,…), os vegetais e as leguminosas são bons, quer para a nossa saúde física, quer para o equilíbrio emocional e devem ser a base da nossa alimentação diária. Sim, os vegetais e as leguminosas também têm hidratos de carbono! Erradamente, pensa-se só em arroz e batatas, quando se fala em hidratos, mas não é bem assim. A explicação a seguir, do Francisco Varatojo, é longa, mas é muito interessante. Vale mesmo a pena ler. 

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Por Diana Chiu Baptista
8 Março, 2017

Reflexão: Afinal, o que é saudável?

Macrobiótica
Reflexão: Afinal, o que é saudável?

Está definitivamente – e cada vez mais – na moda uma alimentação e estilo de vida saudáveis. O que é bom, em teoria, mas que é mau, na prática. Isto porque é uma moda e quase tudo o que não passa de uma moda, não tem profundidade, nem é analisado por cada indivíduo, segundo a sua experiência e discernimento. Tudo o que é moda é, normalmente, seguido. Apenas seguido. Sem existir uma real compreensão, observação, análise, formação de juízo e tomada de consciência. E sem ser questionado. Um dos grandes problemas, é que o que é hoje apontado como saudável, amanhã já não é bem assim. São publicados todos os dias estudos e artigos contraditórios entre si. Mais do que isso: o que é saudável para uns, não é para outros. É só ir ao  feed de notícias do Facebook e começam aparecer milhares e milhares de publicações com estudos disto e estudos daquilo, notícias contraditórias, pessoas a afirmar que este ou aquele alimento faz bem a isto e àquilo, etc etc

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Por Diana Chiu Baptista

Sobre Mim

Diana Chiu Baptista

Diana Chiu Baptista

Acredito na Macrobiótica – que sigo desde que nasci - e estou a caminhar para uma vida cada vez mais consciente. Vivo em Portugal, mas identifico-me com a luz do Oriente, para onde viajo com frequência. Umas vezes em família, outras vezes em grupo, com leitores do blog que procuram experiências potencialmente transformadoras. Estas viagens de grupo, mais realistas do que turísticas, são organizadas pela agência Macro Viagens e são lideradas por mim e pelo meu marido.

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  • Nos raros instantes em que conseguimos estar verdadeiramente conectados com a natureza, dissipam-se alguns véus e há uma sensação de preenchimento total junto ao coração, no local que algumas culturas, como a Tibetana, associam à mente. Nestes extraordinários momentos, temos laivos de um estado que se diz poder ser permanente. Temos vislumbres do que será poder permanecer, estável, e sem separação. Há uma sensação de união com o todo e com tudo, que dificilmente se explica por palavras e que facilmente se perde ao fim de alguns instantes. [Obrigada montanha, lagoa, árvores, pássaros, céu, nuvens, terra, ar,... obrigada a mim pela oportunidade de vivenciar estes vislumbres, ainda que por breves momentos.]
  • Kassapa desceu a montanha com a sua taça vazia e delicadamente colocou-se ao lado de um leproso que comia a sua refeição. O leproso, vendo o monge mendingante ao seu lado, ofereceu-lhe uma porção, colocando, com as mãos corroídas pela doença, comida na taça de Kassapa. Com a comida, caiu também um dedo do leproso, que se misturou na taça com os alimentos...
•
Num local próximo, Kassapa comeu a sua parte. Sem em momento algum ter sentido repugnância ou nojo. Kassapa comeu a parte que lhe foi oferecida, até ao ultimo grão de arroz.
•
Só aquele que aceita tudo o que lhe é oferecido - restos de comida, urina de vaca como medicamento, abrigo de baixo de uma árvore, roupa feita de retalhos -, está verdadeiramente feliz em qualquer lado e em qualquer circunstância. Possamos nós, também, um dia, aspirar a aceitar tudo o que nos é oferecido com um sorriso nos lábios e outro no coração. ✨
  • Temos mais um mês antes da chegada do próximo grupo que vai viajar com a @macro.viagens para a Índia. Um mês que seria, supostamente, para fazermos um retiro de silêncio no Centro Tushita e para, depois disso, finalizarmos o novo programa de viagem “Yoga e Ayurveda”.
Ficámos com muito trabalho pendente, o que não nos permite retirarmo-nos, pelo menos por agora; em Rishikesh há um surto de Dengue; no Sul ainda chove.
Então, para onde vamos? 
Decidimos ontem. Estamos agora no aeroporto.
O plano? De volta ao Sri Lanka!
🐘🌴🐒
•
[A impermanência pode ser maravilhosa. Pode mesmo ser o tempero da vida. Só depende de nós aceitarmos - ou não - que não controlamos nada. Nada, nada, nada. Nós não controlamos nada. Mas quanto mais julgarmos que o fazemos, mais vamos sofrer. Esse é um dos grandes ensinamentos da Índia: ninguém sabe como vai ser o momento seguinte, ninguém controla nada, mas está sempre tudo bem.]
  • Dukkha [o sofrimento] surge também quando a nossa mente toma algo - visível ou invisível - como permanente. Aqui - antes da montanha se manifestar como viva e vácua, rolando sob si mesma -, como agora, há uma sensação de continuidade estável. Ilusão. Tudo muda constantemente a cada instante, quer tenhamos, ou não, capacidade de entendimento para tal. É a natureza da realidade e nós somos parte integrante dela, não há separação. Não queremos morrer - nem sofrer! Mas vamos morrer - e sofrer! Daqui a uns anos, amanhã ou já neste instante. Prepararmo-nos para a morte, assim sendo, não deveria ser ‘A’ prioridade?! Nos momentos difíceis é fácil existir arrependimento por uma vida fútil ou insuficientemente profunda, nos fáceis adia-se a preparação. Até quando...?
  • Mais de 8 horas neste abrigo com uma fogueira alimentada a tábuas arrancadas de uma ponte que nos conduziu a uma remota aldeia nos Himalayas onde passámos 3 noites em casa de generosas famílias que nos receberam de braços abertos. Sem banho, nem roupa lavada, nem nada, imersos na vastidão da montanha, numa aldeia que poderia fazer parte de uma fábula. Vai ser difícil esquecer o som pavoroso das pedras e da terra a rolarem montanha a baixo e das buzinas dos carros que alertaram os outros aquando de alguns dos desmoronamentos. Espero que também não seja fácil esquecer todos os ensinamentos que daqui advieram. A viagem queria-se uma Peregrinação Budista, os ensinamentos teóricos e práticos não poderiam ter sido mais condizentes. Uma vida fácil amolece, estas situações são - ou podem ser - grandes mestres. 🏔 #Obrigada
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P.S. Não há coincidências, o meu pior pesadelo dos sonhos maus de há anos, aconteceu. #Karma

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