Depois de Ella, segui para Polonnaruwa, onde dormi uma noite, e a seguir fui para Sirigiya, Dambulla e Anuradhapura. Alguns destes locais, confesso, não gostei muito. Tratam-se basicamente de ruínas, ruínas e mais ruínas… Talvez hoje tivesse procurado outras experiências e tivesse passado ao lado destes complexos, que ainda por cima são bem caros.
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Duas semanas no Sri Lanka não é muito tempo, mas já dá para ficar sentir o país e visitar diferentes partes da ilha. Muito importante: planear com antecedência, sem marcar os alojamentos (já que assim tem-se mais liberdade e há sempre onde ficar). Tal como expliquei no post anterior, eu considero que não fiz a rota ideal. Como fui sem preparar nada (para quem não sabe porquê, explico aqui), depois de Colombo fui para o Sul, com o propósito de passar alguns dias a relaxar ao sol e a planear as semanas seguintes em Mirissa. E foi o que fiz. Mas não deveria ter começado por aí – ou nem devia ter ido a Mirissa Beach, não achei nada de especial e no Sul em Agosto é a época das chuvas. Para além disso, mais à frente, apanhei uma greve dos comboios, o que fez com que não conseguisse fazer a mítica viagem de Kandy para Ella – dizem que é uma das mais bonitas do mundo. Mas já vamos a isso, para já, aqui fica a primeira parte do roteiro que fiz em duas semanas, no Sri Lanka.
Paciência. A Índia ensina-nos a ser pacientes. Ninguém sobrevive num país com 1.225 biliões de pessoas sem paciência. Ou por outra, sobrevive, sim, tal como nós sobrevivemos aqui, nos ditos países desenvolvidos. Mas não vive, realmente. Na Índia, é natural que uma viagem rotineira demore 5, 6, 10, 12 horas. E é banal ir numa viagem de camioneta com essa duração para regressar no mesmo dia, durante a noite. E se for preciso, com um bebé ao colo. Ou dois, até.
A viagem de grupo à Índia Budista da Macro Viagens vai ficar completa a qualquer momento (para quem não sabe, a Macro Viagens é uma agência digital especialista em viagens de grupo realistas para a Índia fundada por mim e pelo meu marido no ano passado)! Entretanto temos outros dois programas para a Índia, para Sul, que estão inscrições abertas, mas já só para 2019 (os grupos de 2018 já estão esgotados). Um dos grupos é para o programa original (Índia Sul + Ashram) e o outro é para um novo programa (Índia Sul + Ayurveda) que incluí, em vez do Ashram, alguns dias num Centro de Retiros Ayurveda, com tratamentos, consultas, massagens, yoga,…
Depois da Tailândia (aqui, aqui e aqui), a viagem continuou por mais duas semanas na Índia. E o diário, que tinha começado em Bangkok, com um post por dia no Facebook e no Instagram, continuou. Aqui encontram uma compilação de todos os posts que fui fazendo ao longo das últimas duas semanas, para ler ou reler. Dia 21 – Mumbai Mumbai parece ainda mais sujo e velho, depois da Tailândia. A minha memória deve ter apagado estrategicamente alguns detalhes e já não me recordava exatamente desta realidade. Os cães estão deitados pelo chão, sujos, magros, tristes, alguns magoados. Há gente a pedir, miserável, e há quem alugue crianças e bebés para ter mais sucesso nessa missão. Quanto mais magros e com mau aspecto, melhor. A maioria dos prédios parece que foi alvo de uma bomba, vidros partidos e paredes imundas. Tudo é usado, sujo, feio.
Dia 15 – Ao Nang Nós queremos ficar mais morenas. Elas querem ficar mais brancas. Por cá, os cremes que prometem branquear a pele, vendem-se melhor do que pãezinhos quentes. Estão anunciados por toda a parte, nas lojas, nas revistas, na televisão, nos outdoors. As manequins são todas muito claras, pele branca leitosa, quase transparente. Na rua, as mulheres cobrem-se de roupa para o sol não lhes queimar a pele – pele escura é sinal de pobreza, de quem trabalha de sol a sol. Na praia, estão tapadas – muitas delas até vão à água completamente vestidas e usam uma toalha ou pano por baixo do chapéu, a fazer sombra dos lados do rosto, para não correrem nenhum risco. Já nós, usamos cremes que prometem um bronzeado mais intenso e duradouro, andamos quase desnudadas no Verão e passamos horas estendidas na toalha, a girá-la ao ritmo do sol. Bronzeado é cor de gente rica que tem dinheiro para ir de férias (então se for no Inverno, nem se fala), pele branca é cor de gente pobre que tem de trabalhar para lá do sol posto e até depois do sol se pôr. Estamos todas fartas de ouvir “aceita-te, ama-te como és, […]