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17 Janeiro, 2018

2018: o ano de cultivar a consciência

Living
2018: o ano de cultivar a consciência

Estamos a todo o momento a tempo de começar de novo e um novo ano pode ser mais um incentivo. Eu, tendencialmente, não gosto de resoluções de ano novo, mas este ano senti que fazia sentido, nestes primeiros dias do ano, reflectir sobre as minhas intenções para 2018. O destino já estava definido – trabalhar para uma vida mais ética, consciente e compassiva -, mas os meus grandes desafios foram ficando cada vez mais e mais claros. Se houvesse um tema anual para cada pessoa, o meu deste ano seria sem dúvida “o ano de cultivar a consciência”. Tem-se tornado cada vez mais evidente a importância de trabalhar para estar lúcida em cada acção. Claro que 1 ano não bastará – nem um bilião -, é um trabalho contínuo, que já foi iniciado, mas que precisa de muita continuidade e de força e perseverança. 

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2 Comentários
Por Diana Chiu Baptista

Sobre Mim

Diana Chiu Baptista

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Acredito na Macrobiótica – que sigo desde que nasci - e estou a caminhar para uma vida cada vez mais consciente. Vivo em Portugal, mas identifico-me com a luz do Oriente, para onde viajo com frequência. Umas vezes em família, outras vezes em grupo, com leitores do blog que procuram experiências potencialmente transformadoras. Estas viagens de grupo, mais realistas do que turísticas, são organizadas pela agência Macro Viagens e são lideradas por mim e pelo meu marido.

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  • No ano passado estive inscrita no Seminário da Escola Musso, mas há última não fui (muito cara a viagem para o Brasil, blá blá blá). Foi, nessa altura, anunciado que seria a última vez em que o Professor iria estar presente. Mesmo assim, não fui.
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Nunca mais falámos nisso, mas há uns dias, o @igorchiu perguntou-me se não queria conhecer o último dos discípulos directos de Oshawa. [Como não...!]
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Hoje, soube que o Prof. Tomio Kikuchi já não está por cá, fisicamente... Foram 93 (sim, NOVENTA E TRÊS ANOS) dedicados a educar e a mudar a sociedade brasileira através da saúde e da alimentação. Foi ele que introduziu a Macrobiótica no Brasil. A cura começa pela boca...
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Nunca se calou e cumpriu a sua missão. Morreu tranquilo, segundo dizem. Agora é a nossa vez de dar continuidade. Temos essa responsabilidade. Estamos a ficar sem a presença física destes sábios (dele e de alguns outros que têm partido), não (nos) podemos deixar esquecer os ensinamentos. ❤️
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[Vivalavanca!] #EscolaMusso #TomioKikuchi
  • De volta a Portugal, com o coração cheio. 🌸
O que poderia ter sido uma viagem meramente turística, foi uma viagem profundamente significativa, tal como tínhamos idealizado.🌈
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[No perfil da @macro.viagens estão dois destaques “Sri Lanka” que não contam tudo, porque isso só vivenciando, mas que mostram parte do que foram estas duas semanas especiais, com um grupo magnífico.]
  • “Antigamente, as pessoas faziam austeridades severas, como ficar de pé apoiado numa perna por horas ou até dias a fio, sentar à chuva ou ao sol por vários dias, sentar-se numa cama de pregos ou jejuar por um longo período. Esses actos de austeridade eram feitos para obter poderes ocultos, ultrapassar as limitações físicas, controlar a mente ou obter a visão de Deus. Actualmente, esses “tapas” são impensáveis porque minguem tem disposição para fazer esse tipo de penitência. Até mesmo alguns tipos simples de práticas espirituais, como meditar regularmente de manhã ou à noite, ou recitar os Mil Nomes da Divina Mãe todos os dias são um tipo de “tapas”, tendo em vista o ritmo da vida moderna e a nossa dependência por tantos objectos e aparelhos.
A palavra “tapas” literalmente significa “criar calor”. As práticas espirituais que criam calor devido à fricção ou oposição de forças dentro da mente, podem ser chamadas de “tapas”. Empenhar-se por algo bom também é “tapas”. Cultivar bons hábitos como controlar a raiva, ser paciente, não julgar os outros e não encontrar erros nos outros, exige muita luta interna. Isso ocorre porque não estamos acostumados a praticar essas qualidades positivas e, ao mesmo tempo, permitimos que as qualidades negativas surjam e se desenvolvam à vontade. Quando resolvemos desfazê-las, naturalmente há muita luta.” - Swami Ramakrishnananda Puri
  • Esta é a Diviyan. Vive e trabalha no Slum, como são chamadas aqui as favelas. O pai faleceu quando tinha 10 anos (na Índia isso poderia ser um grande entrave). Vive só com a mãe e o irmão. Estudam ambos na Universidade. A casa deles tem cerca de 2 x 3 metros quadrados. É do tamanho do meu quarto, que é considerado pequeno para os nossos padrões. Tem casa de banho (é das poucas casas no slum com casa-de-banho privada). Ela explica-me que tem tudo: frigorífico, televisão, etc. A mãe proporcionou-lhes isso tudo, tem dois trabalhos, recebe-nos sorridente, a casa super limpa e com uma energia mesmo boa. Entro, dou quatro passos e chego ao fim. No fundo, é só uma cozinha, por cima uma espécie de mezzanine onde dormem os três - no chão, claro - e uma porta que dá para um compartimento mínimo, o “toilet”. Quando o irmão casar, serão quatro. Depois talvez cinco, se eles tiverem filhos. A Diviyan tem 18, não quer um “love marriage”, acredita que a família vai escolher bem - por ela. A mãe já lhe disse que se ela gostar de algum um rapaz, que lhe pode dizer e, assim, ela pode conhecê-lo, e à família dele, para analisar se é um bom candidato. Parecem as duas muito felizes. O irmão, não conhecemos. Não estão nada importadas por viverem no Slum, que nós consideramos negativo. Da primeira vez que cá vim, vim a medo. Agora - depois da 8ª vez aqui - acho que viveria bem no Slum. Com casa-de-banho em casa, é certo. Não é miserável, como pensamos. Só tem menos espaço do que aquilo que consideramos necessário para o nosso dia-a-dia. A vantagem é que nossa mente é tão maleável que - é incrível - se habitua rapidamente a qualquer coisa! Só temos de trabalhar a flexibilidade e a aceitação e, aí, poderemos ser VERDADEIRAMENTE felizes em qualquer circunstância. Esse é, também, um dos grandes ensinamentos da Índia. 🙏🏽
  • Sempre que volto, lembro-me de como vim cá parar por acaso há quase 8 anos, sem nunca ter ouvido falar na Amma. E em como voltei vezes e vezes que já perdi a conta. É porque há uma ligação, certo?
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Este Ashram nem sempre é fácil, mas é-me cada vez menos difícil. ❤️
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[Não tenho feito muitas Stories por aqui, mas no perfil da @macro.viagens podem acompanhar esta viagem]

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