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21 Junho, 2018

Festivais alternativos de Verão – 2018

Living
Festivais alternativos de Verão – 2018

Aqui podem encontrar uma lista de Festivais de Verão diferentes do convencional. Mais ligados a terapias alternativas, yoga, meditação, ecologia, alimentação natural,… Destes festivais  só conheço dois, o Andanças e o Zimp e gosto imenso de ambos. Claro que não me importava nada de já ter passado pelos outros, com excepção ao Boom e Seeds of Freedom Festival, que não acho que fosse gostar, apenas porque não me identifico com música psicadélica, transe,… Este ano não vou a nenhum festival, mas se pudesse escolher um novo, passava pelo Ananda Festival of Bliss. Do que li parece ser tranquilo como eu gosto, na natureza e com actividades interessantes. O meu querido Zimp continua, claro, no meu coração (há melhor do que uma semana de comida macrobiótica, com pessoas do bem, muitos amigos que só vejo durante estes dias, actividades maioritariamente ligadas à saúde natural, alegria e sol?!), mas este ano não vou passar por lá, nessa altura vou estar no outro lado do mundo, na Indonésia. Já agora, quem já foi para a Indonésia, se me quiser enviar dicas de viagem, agradeço. 

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Por Diana Chiu Baptista
5 Dezembro, 2016

Alto Douro e Trás-os-Montes

Viagens
Alto Douro e Trás-os-Montes

Conheço Portugal relativamente bem, mas não muito o interior, confesso. Como adoro mar e praia, normalmente, sempre que escolho um destino cá dentro é no litoral. O Gerês é o único local onde vou frequentemente que não tem mar. Desta vez, e especialmente porque no Outono e Inverno não vale a pena ir para o Litoral por causa do mar, resolvi passar uns dias no Alto Douro e Trás-os-Montes. Há mesmo muitos anos que não passava por lá! E foi uma óptima escolha. Apenas com uma dificuldade. 

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Por Diana Chiu Baptista
23 Agosto, 2016

Algarve: Casa de Campo Vale do Asno

Viagens
Algarve: Casa de Campo Vale do Asno

Em Junho estive quase uma semana na Casa do Campo Vale do Asno. Este turismo rural fica no Algarve, perto de Cacela Velha, Montegordo, Altura, Praia Verde, Mantarota, Tavira,… e é lindo de morrer. E nada caro: Época baixa partir de 50€ por noite, época alta a partir de 55€ por noite (pode chegar aos aos 95€, em Agosto). A Casa de Campo Vale do Asno é um espaço rural mesmo muito sossegado, no meio da natureza. Tem apenas 10 quartos (uns com camas de solteiro, outros com camas de casal) e os responsáveis são um casal muito simpático e disponível. Mas aquilo que me fez escrever sobre esta casa é que tem uma piscina biológica natural onde é possível nadar! Muito melhor do que uma piscina convencional, sem químicos. Um lago, com bichinhos que o limpam de forma natural, completamente enquadrado na paisagem. 

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Por Diana Chiu Baptista

Sobre Mim

Diana Chiu Baptista

Diana Chiu Baptista

Acredito na Macrobiótica – que sigo desde que nasci - e estou a caminhar para uma vida cada vez mais consciente. Vivo em Portugal, mas identifico-me com a luz do Oriente, para onde viajo com frequência. Umas vezes em família, outras vezes em grupo, com leitores do blog que procuram experiências potencialmente transformadoras. Estas viagens de grupo, mais realistas do que turísticas, são organizadas pela agência Macro Viagens e são lideradas por mim e pelo meu marido.

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  • Nos raros instantes em que conseguimos estar verdadeiramente conectados com a natureza, dissipam-se alguns véus e há uma sensação de preenchimento total junto ao coração, no local que algumas culturas, como a Tibetana, associam à mente. Nestes extraordinários momentos, temos laivos de um estado que se diz poder ser permanente. Temos vislumbres do que será poder permanecer, estável, e sem separação. Há uma sensação de união com o todo e com tudo, que dificilmente se explica por palavras e que facilmente se perde ao fim de alguns instantes. [Obrigada montanha, lagoa, árvores, pássaros, céu, nuvens, terra, ar,... obrigada a mim pela oportunidade de vivenciar estes vislumbres, ainda que por breves momentos.]
  • Kassapa desceu a montanha com a sua taça vazia e delicadamente colocou-se ao lado de um leproso que comia a sua refeição. O leproso, vendo o monge mendingante ao seu lado, ofereceu-lhe uma porção, colocando, com as mãos corroídas pela doença, comida na taça de Kassapa. Com a comida, caiu também um dedo do leproso, que se misturou na taça com os alimentos...
•
Num local próximo, Kassapa comeu a sua parte. Sem em momento algum ter sentido repugnância ou nojo. Kassapa comeu a parte que lhe foi oferecida, até ao ultimo grão de arroz.
•
Só aquele que aceita tudo o que lhe é oferecido - restos de comida, urina de vaca como medicamento, abrigo de baixo de uma árvore, roupa feita de retalhos -, está verdadeiramente feliz em qualquer lado e em qualquer circunstância. Possamos nós, também, um dia, aspirar a aceitar tudo o que nos é oferecido com um sorriso nos lábios e outro no coração. ✨
  • Temos mais um mês antes da chegada do próximo grupo que vai viajar com a @macro.viagens para a Índia. Um mês que seria, supostamente, para fazermos um retiro de silêncio no Centro Tushita e para, depois disso, finalizarmos o novo programa de viagem “Yoga e Ayurveda”.
Ficámos com muito trabalho pendente, o que não nos permite retirarmo-nos, pelo menos por agora; em Rishikesh há um surto de Dengue; no Sul ainda chove.
Então, para onde vamos? 
Decidimos ontem. Estamos agora no aeroporto.
O plano? De volta ao Sri Lanka!
🐘🌴🐒
•
[A impermanência pode ser maravilhosa. Pode mesmo ser o tempero da vida. Só depende de nós aceitarmos - ou não - que não controlamos nada. Nada, nada, nada. Nós não controlamos nada. Mas quanto mais julgarmos que o fazemos, mais vamos sofrer. Esse é um dos grandes ensinamentos da Índia: ninguém sabe como vai ser o momento seguinte, ninguém controla nada, mas está sempre tudo bem.]
  • Dukkha [o sofrimento] surge também quando a nossa mente toma algo - visível ou invisível - como permanente. Aqui - antes da montanha se manifestar como viva e vácua, rolando sob si mesma -, como agora, há uma sensação de continuidade estável. Ilusão. Tudo muda constantemente a cada instante, quer tenhamos, ou não, capacidade de entendimento para tal. É a natureza da realidade e nós somos parte integrante dela, não há separação. Não queremos morrer - nem sofrer! Mas vamos morrer - e sofrer! Daqui a uns anos, amanhã ou já neste instante. Prepararmo-nos para a morte, assim sendo, não deveria ser ‘A’ prioridade?! Nos momentos difíceis é fácil existir arrependimento por uma vida fútil ou insuficientemente profunda, nos fáceis adia-se a preparação. Até quando...?
  • Mais de 8 horas neste abrigo com uma fogueira alimentada a tábuas arrancadas de uma ponte que nos conduziu a uma remota aldeia nos Himalayas onde passámos 3 noites em casa de generosas famílias que nos receberam de braços abertos. Sem banho, nem roupa lavada, nem nada, imersos na vastidão da montanha, numa aldeia que poderia fazer parte de uma fábula. Vai ser difícil esquecer o som pavoroso das pedras e da terra a rolarem montanha a baixo e das buzinas dos carros que alertaram os outros aquando de alguns dos desmoronamentos. Espero que também não seja fácil esquecer todos os ensinamentos que daqui advieram. A viagem queria-se uma Peregrinação Budista, os ensinamentos teóricos e práticos não poderiam ter sido mais condizentes. Uma vida fácil amolece, estas situações são - ou podem ser - grandes mestres. 🏔 #Obrigada
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P.S. Não há coincidências, o meu pior pesadelo dos sonhos maus de há anos, aconteceu. #Karma

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