Depois de meses a delinearmos todo o projecto, a Macro Viagens já está finalmente online (em www.macroviagens.pt) e os novos programas de viagem para 2018 estão lançados. Para quem não sabe, a Macro Viagens é uma agência ‘made with love’ especializada em viagens de grupo realistas, ou seja, viagens menos turísticas do que o habitual e em que existe contacto próximo com a cultura e populações locais. Nas viagens que organizo com o Igor, o meu marido, as refeições são sempre vegetarianas, todos os programas têm uma forte componente espiritual e existe grande proximidade com diferentes religiões. Oferecemos viagens de grupo a preços que consideramos justos e existe sempre uma grande preocupação com a minimização do impacto negativo do turismo. São viagens culturalmente desafiantes, mas com um grande potencial transformador.
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Tive uma espécie de epifanía sobre a forma como actualmente percepcionamos a realidade. Gabo-me de não ver televisão há vários anos e digo à boca cheia que as notícias não são “A” realidade; Que o que que é difundido nas notícias é apenas uma ínfima parte do que se está a passar no mundo naquele momento e sob a perspectiva de alguém; Que a forma como as notícias são disseminadas e o “bater sempre na mesma tecla” faz crer, a quem lê / vê / assiste, que determinado acontecimento é muito maior e relevante do que realmente é; Que ver telejornais, telenovelas, reality shows, séries, filmes e concursos leva-nos a acreditar que o mundo lá fora é de determinada forma – que não é – e a ter, até, medos infundados ou crenças fechadas; Que a nossa realidade não é há muitas décadas aquilo que percepcionamos com os nossos olhos, à dimensão dos nossos passos; Que a realidade não é o que a televisão, a rádio e os jornais nos mostram. Mas esqueci-me, durante muito tempo, que é também e especialmente aquilo que absorvemos – quase sempre involuntariamente – pelas Redes Sociais que faz com que a realidade de cada um seja assim ou assado.